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Celebridade
por Dirceu Alves Jr.  
Americo Vermelho
Em 1980, Reginaldo Faria interpretou Nelson Fragonard da novela Água Viva, seu primeiro protagonista na televisão, e se tornou um símbolo sexual. Hoje, aos 67 anos, o ator participa da novela Cabocla e comove o País no filme Cazuza – O Tempo Não Pára
Divulgação
 
 

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Reginaldo Faria

O galã do cinema nacional das décadas de 60 e 70 só chegou às novelas depois dos 40 anos. Quando estreou na Globo, em 1978, como o Hélio de Dancin’Days, Reginaldo Faria já trazia na bagagem mais de duas dezenas de filmes e seus olhos verdes já tinham uma legião de admiradoras que só se multiplicou com a nova vitrine. “Comecei pelo cinema e foi assim que me firmei. Tinha uma produtora com meu irmão, Roberto Farias, e chegamos a fazer mais de 10 filmes por ano. Os convites para novela sempre ficaram para depois”, lembra Reginaldo.

O primeiro protagonista veio com o playboy Nelson
Fragonard de Água Viva, escrita por Gilberto Braga em
1980, e transformou o quarentão em símbolo sexual.
Nada que tenha mexido muito com a cabeça do experiente artista, que se surpreendeu com o sucesso do personagem com o público feminino. “A televisão chegou à minha carreira em um momento de maturidade.
Sabia que ali estava apenas diante de um novo mercado de trabalho”, garante o ator.

O rótulo de símbolo sexual ficou para trás, mas muitos ainda se surpreendem ao descobrir que Reginaldo Faria tem 67 anos. O próprio ator confessa esquecer da idade diante de tanta atividade. Além de gravar Cabocla, sua 19ª novela, ele já emocionou mais de 2 milhões de espectadores com o filme Cazuza – O Tempo Não Pára, em que vive João Araújo, pai do compositor morto em 1990. “Só conheci João depois das filmagens. Somos dois homens da mesma geração que vivemos os mesmos tipos de repressão, sejam elas políticas, pessoais ou artísticas. Isso só ajudou na identificação do personagem”, afirma Reginaldo.