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Fernando
Morais - de Paris
Os
errantes pelo mundo segundo as lentes de Salgado
Fotógrafo
brasileiro inicia em quatro cidades mostra com ensaio que
fez em 47 países com registros de diásporas
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Foto:
André Dusek
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Está
pronta a megaexposiçãode fotos intitulada Êxodos,
que Sebastião Salgado vai inaugurar em abril simultaneamente
em Madri, Pequim, Nova York e no Sesc Pompéia, em São
Paulo. A mostra é o resultado de cinco anos de trabalho
de Salgado em 47 países, nos quais ele fotografou gente
que é obrigada a deixar sua terra natal por razões
econômicas, políticas, religiosas ou raciais
- um projeto que custou US$ 5 milhões. Além
de ver as fotos, o público terá oportunidade
de comprar o livro e o CD com as músicas da trilha
sonora da mostra.
Em julho,
quando a exposição for levada para o Rio, haverá
um show com artistas brasileiros para levantar fundos para
o Instituto Terra, que Salgado e sua mulher, Lélia,
criaram em Aimorés, no interior de Minas Gerais.
A chegada
da Gucci
Pelo jeito,
a crise não é tão grave assim. Animada com a gastança dos
brasileiros ricos e famosos, a Maison Gucci pretende abrir
uma portinha em São Paulo até o final do ano. Com isso, porá
fim ao longo e proveitoso casamento que mantinha com a butique
Daslu, há vários anos representante da marca no Brasil.
Guerra
aos transgênicos
Depois
de agitar a reunião da Organização Mundial
do Comércio em Seattle, nos Estados Unidos, o agricultor
francês José Bové - batizado pela imprensa
de o Robin Hood da luta contra a globalização
- ataca de novo. Na semana passada Bové, à frente
de um comando da sua Confédération Paysanne,
organizou a destruição de uma fazenda de experimentação
de lavoura transgênica do Cirad, organismo científico
francês especializado em pesquisa agronômica aplicada,
com atuação em 90 países do Terceiro
Mundo. O Cirad já entrou na Justiça com um processo
de perdas e danos contra Bové - o 17.º do guerrilheiro
do queijo rocquefort.
O cassoulet
de Azambuja
Após
uma maratona de entrevistas à televisão e aos
jornais franceses - e depois de brilhar no programa de Bernard
Pivot na TV France-2 - Jô Soares foi recebido pelo embaixador
do Brasil na França, Marcos Azambuja, para um suculento
cassoulet. Os convidados eram poucos, mas de calibre grosso:
os empresários Roberto Teixeira da Costa, Jorge Hilário
de Gouveia, Carlos Mariani e o novo patrão de Jô,
João Roberto Marinho. Jô já voltou ao
Brasil para organizar a estréia de seu programa na
Globo. Os demais partiram para a reunião de Davos,
na Suíça.
Chá
com companhia
Atenção
brasileiras a caminho da França: desde setembro do
ano passado, mulher que quiser tomar um chazinho no final
da tarde no Fouquets, a tradicional brassérie
da Avénue Champs Elysées, tem que ir acompanhada
do marido (próprio ou alheio, tanto faz). Mulher sozinha
não entra mais lá. Apesar de a lei francesa
qualificar a discriminação como atentado
à dignidade da pessoa (artigo 225-1 do Código
Penal), o gerente também é explícito:
Nós escolhemos nossa clientela, justifica,
e não queremos nas nossas mesas proxenetas e
mulheres de vida alegre.
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