31 de janeiro de 2000
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O+
H muda de nome, estréia novos quadros, mas não surpreende

Maria Ester Rabello

Foto: Kátia Tamanaha/AE

O programa H agora se chama O+ (Bandeirantes, segunda a sexta, 20h15). Na segunda feira 17, mudou de nome e endereço e pôs no ar novos quadros e personagens. Mas, se o que a emissora queria era mudar tudo sem mudar nada, conseguiu. O apresentador, Otaviano Costa, é simpático, tem estilo próprio, mas ainda não ousou fazer diferente do seu antecessor, Luciano Huck. O que já existia segue dando certo: a Feiticeira, encarnada por Joana Prado, continua tirando gritos e reverências dos adolescentes. Como o antecessor H, o O+ também tira proveito do verão, quando é feito sob uma tenda montada na praia (desta vez, na Barra da Tijuca, no Rio). Na areia, o público animado pelas férias dá mais pique e sensualidade ao programa. Mas, com exceção do quadro de calouros, que garante boas risadas, as novidades não funcionaram.

A personagem eletrônica, Maldícia, é um desenho animado que aparece num monitor no canto do palco e, para o público de casa, sobre as imagens ao vivo. Ela tem sempre os mesmos movimentos e um papo que não agrada ninguém. A mesma coisa aconteceu com a guerreira Aigo, uma tentativa de recriar o sucesso da Tiazinha e da Feiticeira. Embora valendo-se da mesma fórmula (mulher gostosa com pouca roupa), a personagem não tem o mesmo apelo. Até os rapazes da platéia gritaram um sonoro "nãããão" por dois dias seguidos, quando o apresentador perguntava se queriam a índia. Mesmo sabendo que poderiam passar pelo "ritual de aprovação" que os leva ao paraíso de Eldorado - serem cheirados pela garota de topless -, a rejeição foi imediata.

Se a idéia era dividir com a Feiticeira o título de musa do programa, não funcionou. É de se duvidar que a "rainha das amazonas" consiga "erguer todas as lanças do Brasil", como anuncia Otaviano Costa, no programa.
Mudou, mas não mudou

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