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Televisão - Auditório
O+
H muda de nome, estréia novos quadros,
mas não surpreende
Maria
Ester Rabello
| Foto: Kátia
Tamanaha/AE |
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O programa
H agora se chama O+ (Bandeirantes, segunda a sexta, 20h15). Na segunda
feira 17, mudou de nome e endereço e pôs no ar novos
quadros e personagens. Mas, se o que a emissora queria era mudar
tudo sem mudar nada, conseguiu. O apresentador, Otaviano Costa,
é simpático, tem estilo próprio, mas ainda
não ousou fazer diferente do seu antecessor, Luciano Huck.
O que já existia segue dando certo: a Feiticeira, encarnada
por Joana Prado, continua tirando gritos e reverências dos
adolescentes. Como o antecessor H, o O+ também tira proveito
do verão, quando é feito sob uma tenda montada na
praia (desta vez, na Barra da Tijuca, no Rio). Na areia, o público
animado pelas férias dá mais pique e sensualidade
ao programa. Mas, com exceção do quadro de calouros,
que garante boas risadas, as novidades não funcionaram.
A personagem
eletrônica, Maldícia, é um desenho animado que
aparece num monitor no canto do palco e, para o público de
casa, sobre as imagens ao vivo. Ela tem sempre os mesmos movimentos
e um papo que não agrada ninguém. A mesma coisa aconteceu
com a guerreira Aigo, uma tentativa de recriar o sucesso da Tiazinha
e da Feiticeira. Embora valendo-se da mesma fórmula (mulher
gostosa com pouca roupa), a personagem não tem o mesmo apelo.
Até os rapazes da platéia gritaram um sonoro "nãããão"
por dois dias seguidos, quando o apresentador perguntava se queriam
a índia. Mesmo sabendo que poderiam passar pelo "ritual
de aprovação" que os leva ao paraíso de
Eldorado - serem cheirados pela garota de topless -, a rejeição
foi imediata.
Se a idéia
era dividir com a Feiticeira o título de musa do programa,
não funcionou. É de se duvidar que a "rainha
das amazonas" consiga "erguer todas as lanças do
Brasil", como anuncia Otaviano Costa, no programa.
Mudou, mas não mudou
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