31 de janeiro de 2000
Home
Home
Semana
Diversão e Arte
Diversão e Arte
Outras Edições
Outras Edições
Fale Conosco
Assine
Assine
Assine
Assine
Assine
Assine
Busca
 

Leia também:

Televisão
O+
Astrid Fontenelle
Reis de Portugal

Cinema

A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça
Gêmeas

Mickey Olhos Azuis
Nenhum a Menos


Teatro
Amigos para Sempre
Apocalipse 1,11
Biografias musicais

Música

João Voz e Violão
Dindinha
As Time Goes By
Novas vozes do pop
Divas das pistas
Clandestino


Exposições

Ars Erótica: Sexo e Erotismo na Arte Brasileira


Livros

Dezembro de um Verão Maravilhoso
Você é um Animal, Viskovitz
Literatura musical


Internet

Atrizes francesas
Itaú Cultural


Teatro - Foco

Biografias musicais

Paula Alzugaray e Ida Vicenzia

Foto: Divulgação

Se música é uma das paixões nacionais, o teatro musical também encontrou um lugar cativo entre os brasileiros. Pelo menos é o que mostra a freqüência de público a este gênero de produção no ano passado e as diversas estréias deste verão - que homenageiam grandes figuras da música brasileira. O ano de 1999 comprovou a vocação popular do musical: Somos Irmãs, a encenação da vida das irmãs Linda e Dircinha Batista, dividiu com Pedro Cardoso o crédito de melhor bilheteria do ano do teatro Hilton, em São Paulo: 16 mil pessoas em quatro meses. Já Dolores, biografia de Dolores Duran, levou 40 mil ao teatro, em 11 meses de apresentações entre o Rio e São Paulo.

Agora chegou a vez de Elza Soares, a rainha do samba dos anos 50, ser homenageada em Crioula (Centro Cultural Banco do Brasil - Rio), um retrato em grande estilo daquela que a autora Stella Miranda considera a personificação perfeita da "malandra carioca". No palco, quatro atrizes interpretam Elza - destaque para Eliza Lucinda, poeta e atriz, com uma interpretação comovente. Tuca Andrada, como Garrincha - com quem Elza viveu durante 20 anos -, os figurinos exuberantes de Patrício Bisso, cenários de Gringo Cardia e a supervisão musical de Tim Rescala dão profissionalismo e contemporaneidade à montagem.

E, se grandiosidade é a palavra-chave dos musicais, Crioula não deixa por menos. Conta com um recurso triunfal: a aparição da própria Elza Soares em vídeo cantando a música-tema da peça, "Dura na queda" composta por Chico Buarque.

Noel Feitiço da Vila chegou ao teatro Hilton, em São Paulo, após temporada de sucesso no Rio. A peça pretende, de certa forma, vingar uma lacuna da obra do grande sambista Noel Rosa, que não chegou a compor para o teatro musical, como Lamartine Babo e Ari Barroso, na década de 30. Noel deixou em suas letras, no entanto, a crônica completa de sua vida e de seu tempo, de onde a diretora Andréia Fernandes extraiu um bom roteiro. "A essência do gênero é contar uma história através da música. Por isso, Noel é o protagonista ideal de um musical", diz ela. Cenários, figurinos e coreografia, infelizmente não fazem jus aos anos de ouro dos musicais brasileiros, mas a peça tem outros méritos: a ótima direção musical de Luís Felipe de Lima e a interpretação de Marcelo Serrado, que imprimiu ao personagem de Noel Rosa o timbre de voz e a expressão corporal perfeitas de um malandro franzino, simpático e extremamente sedutor.

Textos e letras deixados pelos roqueiros Raul Seixas e Cazuza também sobem ao palco este mês. Raul Fora da Lei, em cartaz no teatro Planetário, no Rio, é um monólogo do ator Roberto Bomtempo, dirigido pelo cineasta José Joffily (Quem Matou Pixote?). Já Cazas de Cazuza, que estréia 3 de fevereiro no Tom Brasil, em São Paulo, promete ser uma montagem de grande porte, como manda o figurino da Broadway. "Quero encontrar uma linguagem brasileira de musical sem perder o sentido do show bizz e do entrenimento que a Broadway tem", diz o jovem diretor Rodrigo Pitta, que estudou direção de teatro musical em Nova York. Para isso, Pitta criou uma trama costurada por 17 músicas do poeta da geração 80. Os arranjos cantados pelo elenco serão lançados em CD pela Som Livre.

Se a fórmula continuar dando certo, ano que vem tem mais. "Espero que Cazuza me dê credibilidade para captar R$ 1 milhão que preciso para montar O Cortiço", diz Pitta, sobre o projeto que pretende reunir músicas originais de Caetano, Gil e Carlinhos Brown.

Boletim Assine Fale Conosco Outras edições Home Boletim Assine Fale conosco Outras edições Home