31 de janeiro de 2000
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Divas das pistas

Gabriela Mellão

Foto: Divulgação

Na década de 50, Tina Turner e Diana Ross deram suas primeiras contribuições para o soul e o rhythm'n blues. Hoje, depois de trilharem caminhos distintos durante três décadas, as duas continuam na ativa com as mesmas pernas, cabeleiras e, principalmente, imponência vocal.

É a mais velha delas, Tina Turner, 61 anos, quem esbanja mais suingue. O álbum Twenty Four Seven (disponível até março apenas em CD importado) dá continuidade à linha pop de sua carreira-solo, ressuscitada na década de 80 com o célebre Private Dancer. Mas também conta com incursões roqueiras que remetem à época em que acompanhou o músico Ike Turner, seu ex-marido, até meados de 1970. "Without You", música que tem participação do canadense Bryan Adams, capricha na guitarra. Quatro times de produtores dão toques heterogêneos ao disco, que ganha melodias românticas - como a balada inédita dos Bee-Gees "I Will Be There" -, sonoridades eletrônicas em "All the Women", realizadas pelos mesmos produtores do CD Believe, de Cher, e até revisita o soul, em "Twenty Four Seven".

A ex-Supreme Diana Ross, 55 anos, uma das responsáveis pelo boom da gravadora Motown a partir dos anos 60, junto com Marvin Gaye e Stevie Wonder, entre outros grandes, continua a falar de amor e apostar no romantismo em Every Day is a New Day. Pouco inovador para quem já passeou com desenvoltura por estilos mais arrojados. Diana esteve no cerne do soul, enveredou para a disco nos anos 70 e pela música romântica mais marcadamente nos anos 80, com "Endless Love".

As baladas de Every Day is a New Day acalmam os ouvidos e têm tudo para serem bem recebidas nas rádios, especialmente "Untill We Meet Again". Da era disco sobrou inspiração apenas para duas das 12 faixas do CD, "Carry On" e "Not Over You Yet".

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