|
Música - Foco
Divas das
pistas
Gabriela
Mellão
| Foto: Divulgação |
 |
Na década
de 50, Tina Turner e Diana Ross deram suas primeiras contribuições
para o soul e o rhythm'n blues. Hoje, depois de trilharem caminhos
distintos durante três décadas, as duas continuam na
ativa com as mesmas pernas, cabeleiras e, principalmente, imponência
vocal.
É a mais
velha delas, Tina Turner, 61 anos, quem esbanja mais suingue. O
álbum Twenty Four Seven (disponível até março
apenas em CD importado) dá continuidade à linha pop
de sua carreira-solo, ressuscitada na década de 80 com o
célebre Private Dancer. Mas também conta com incursões
roqueiras que remetem à época em que acompanhou o
músico Ike Turner, seu ex-marido, até meados de 1970.
"Without You", música que tem participação
do canadense Bryan Adams, capricha na guitarra. Quatro times de
produtores dão toques heterogêneos ao disco, que ganha
melodias românticas - como a balada inédita dos Bee-Gees
"I Will Be There" -, sonoridades eletrônicas em
"All the Women", realizadas pelos mesmos produtores do
CD Believe, de Cher, e até revisita o soul, em "Twenty
Four Seven".
A ex-Supreme
Diana Ross, 55 anos, uma das responsáveis pelo boom da gravadora
Motown a partir dos anos 60, junto com Marvin Gaye e Stevie Wonder,
entre outros grandes, continua a falar de amor e apostar no romantismo
em Every Day is a New Day. Pouco inovador para quem já passeou
com desenvoltura por estilos mais arrojados. Diana esteve no cerne
do soul, enveredou para a disco nos anos 70 e pela música
romântica mais marcadamente nos anos 80, com "Endless
Love".
As baladas de
Every Day is a New Day acalmam os ouvidos e têm tudo para
serem bem recebidas nas rádios, especialmente "Untill
We Meet Again". Da era disco sobrou inspiração
apenas para duas das 12 faixas do CD, "Carry On" e "Not
Over You Yet".
|