31 de janeiro de 2000
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As Time Goes By
Bryan Ferry incorpora a elegância do crooner e canta clássicos americanos

Humberto Finatti

Bryan Ferry tem-nos brindado com boa música há tempos, desde que era vocalista de um dos ícones do glitter rock dos anos 70 e 80, o grupo inglês Roxy Music. Paralelamente ao seu trabalho frente aos vocais da banda, ele construiu uma respeitável carreira individual, com alguns álbuns que beiram o sublime.

É o caso deste As Time Goes By, onde Ferry personifica o que sempre perseguiu fora das plumas e paetês do glitter: o cronner refinado e elegante, cantando para o deleite da platéia de algum cabaré enfumaçado e decadente.

Nesta nova incursão-solo, ele se distancia do pop e do rock para mergulhar em clássicos da canção popular norte-americana dos anos 20 e 30. Entre as 15 faixas do álbum estão composições de nomes como Cole Porter (as célebres "Miss Otis Regrets", "You Do Something To Me" e "Just One Of These Things"), Kurt Weill ("September Song") e Rodgers & Hart. É bem verdade que ele optou por não se arriscar na desconstrução das canções, registrando versões quase fiéis aos originais, mas a suntuosidade das cordas e dos sopros, o piano inebriante em "Miss Otis Regrets" e o vocal dolente, levemente rouco de Bryan, fazem toda a diferença.

Trata-se, enfim, de um trabalho requintado e que mostra o caminho que os astros do pop têm seguido, quando passam dos 50 (Ferry está com 54): construir belas peças musicais, para serem degustadas como vinhos das melhores safras.
Pérolas americanas

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