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Livros - Foco
Literatura
musical
Ramiro
Zwetsch
Quatro lançamentos
recentes focalizam obras de artistas consagrados da música
brasileira sob óticas diferenciadas, compondo um leque de
opções para quem se interessa por boa leitura. Chico
Buarque (Relume Dumará, 200 págs., R$ 15), da jornalista
Regina Zappa, apresenta um olhar peculiar sobre o compositor. O
livro preocupa-se em desvendar como o artista se comporta no dia-a-dia,
desmitificando a figura pública. Revela detalhes saborosos:
imagine que, para fechar o contrato de um show, Chico exige que
sua equipe de produção providencie um campo e um adversário
na cidade para jogar futebol.
O professor
de língua portuguesa Walter Garcia avalia a importância
da batida de João Gilberto ao violão na implantação
da bossa nova em Bim Bom (Paz e Terra, 222 págs., R$ 24).
O autor debruça-se sobre uma análise extremamente
técnica e, mesmo assim, sua linguagem flui suave e compreensível
para os leigos em música - ajudando o leitor a entender por
que João Gilberto é considerado tão influente
na MPB.
Menos prestigiado
e mais virtuoso dentro da bossa nova, Baden Powell e seu violão
também ganham registro em livro. O Violão Vadio de
Baden Powell (Editora 34, 384 págs., R$ 29), da pesquisadora
francesa Dominique Dreyfus, descreve a história do violonista
a partir de 1962 - quando tornou-se um dos músicos brasileiros
mais populares na Europa. Os relacionamentos amorosos, as parcerias
e o embate com a bebida são descritos com rigor jornalístico.
No galho completamente
oposto da árvore genealógica da música brasileira,
a banda de heavy metal Sepultura tem sua trajetória narrada
em Sepultura - Toda a História (Editora 34, 210 págs.,
R$ 20) pelo jornalista André Barcinsky e por Silvio Gomes,
técnico de som que acompanha a banda desde seu surgimento.
A familiaridade dos autores com os integrantes do grupo garante
revelações inéditas, sobretudo a respeito da
tumultuada saída do vocalista Max Cavalera, em 1996.
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