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Celebridade
por Dirceu Alves Jr.  
Hoje, aos 55 anos, o cantor e compositor cria sua própria gravadora e lança o CD Vaidade, com 12 músicas inéditas

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Djavan

 

Rogerio Carneiro
Em 1982, ainda surpreso com o sucesso do
disco Luz, Djavan aproveita uma rara folga na
agenda de shows para tocar violão em sua sala, rodeado de vinis e fitas cassete
O ano de 1982 marcou o salto
de Djavan. Não apenas no sentido qualitativo de seu trabalho, que vinha em ascensão desde a estréia do cantor e compositor alagoano sete anos antes, mas também pela chegada de uma até então desconhecida resposta, a do grande público. Com o lançamento do LP Luz, na primeira semana de setembro, Djavan, que havia vendido 40 mil discos no ano anterior, foi apanhado de surpresa ao ultrapassar a barreira das 250 mil cópias em apenas dois meses.

Os shows tomaram conta de sua agenda e passaram a lotar ginásios com capacidade para 15 mil espectadores pelo Brasil afora. Os fãs sabiam de cor as sofisticadas letras de “Pétala”, “Açaí” e “Samurai” e não havia um intérprete da MPB que não disputasse as canções de Djavan para incluí-las em seus futuros discos. “Já estava há nove anos no Rio e nunca imaginei que o sucesso chegaria com facilidade, mas também nunca fiz música visando o lucro”, afirma ele. “Naquele ritmo louco, vi que meu trabalho poderia em breve se transformar em um sacrifício. Por isso, só voltei a gravar em 1984, quando lancei o álbum Lilás.”

Mais de duas décadas depois, os 55 anos registrados na carteira de identidade passam longe do rosto de Djavan.
E essa jovialidade também alcança sua bem-sucedida
carreira. Cansado de depender das grandes gravadoras, o cantor e compositor dá um outro salto para continuar sendo ele mesmo. Criou o selo Luanda Records e lança um novo CD, que entrega ao público 12 faixas inéditas, sempre com a inspiração habitual.

“É um mergulho no buraco negro e isso é bacana, me instiga, me estimula a criar. Gosto de ser testado, como fui a vida inteira”, diz o artista, justificando a ousadia.