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Celebridade
por Dirceu Alves Jr.  
Prensa Três
Em 1985, Patrícia Pillar estreou nas novelas da Globo como a estrela de cinema Linda Bastos de Roque Santeiro e reconhece que teve fraco desempenho na trama. Hoje, aos 40 anos, a atriz comprova o talento a cada trabalho e conquista o público como a Emerenciana de Cabocla
Wellington Cerqueira

Patrícia Pillar

A atriz Patrícia Pillar já estreou na Globo como estrela de cinema. Em 1985, ela vinha de um sucesso nas telas, o filme Para Viver um Grande Amor, e chamou a atenção de Paulo Ubiratan, um dos diretores de Roque Santeiro. Na trama de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, a bela Patrícia, com seus 21 anos, encarnou uma personagem cujo nome já dizia tudo: Linda Bastos, a protagonista de um longa-metragem rodado na fictícia cidade de Asa Branca para contar a saga do mártir Roque Santeiro.

Com a exigência de quem descobriu o palco com Hamilton Vaz Pereira nas encenações do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, Patrícia não guarda as melhores lembranças de Roque Santeiro. “A novela foi um enorme sucesso, mas teve minha pior atuação até hoje. Só melhorei um pouquinho no final”, diz ela. Como autocrítica nunca lhe faltou, Patrícia tratou de escolher papéis que não a deixassem presa à condição de mulher sensual e atingiu o auge como uma sem-terra em
O Rei do Gado (1996). “Cada personagem é um desafio e gosto daqueles que me acrescentem coisas positivas. Com O Rei do Gado, vi um novo mundo”, afirma a atriz.

Aos 40 anos, Patrícia está tão bela quanto no tempo de Roque Santeiro e se supera a cada trabalho. “Tudo o que consegui foi na batalha. Talvez por isso eu me sinta uma batalhadora”, afirma ela, que superou um câncer, diagnosticado em 2001. Como a Emerenciana de Cabocla, Patrícia dá vida a uma dona de casa dedicada e toma essa oportunidade como uma aula. “Nenhuma atriz se sente formada. Estou sempre aprendendo.”