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Reportagens
“Me zoavam porque as
meninas já usavam sutiã e
eu não tinha nada de peito’’

Sabrina Sato, que colocou
165 ml de silicone

Ensaio
Sabrina Sato
A comediante do Pânico foi expulsa da escola
por indisciplina, cobrava dinheiro para ler a
sorte dos colegas, era caçoada por ter seios pequenos e perdeu a virgindade aos 20 anos

Clique aqui e confira o ensaio com Sabrina Sato

Daniel Bergamasco
Foto: Edu Lopes

“Durmo tarde, como chocolate, tomo cerveja. E almoço que
nem um pedreiro”, diz ela, sobre seus “segredos de beleza”

Recém-chegada a São Paulo aos 16 anos, para completar o ensino médio, Sabrina Sato se dizia “a própria caipira”. “Ia para a escola com pedra em uma mão e um pedaço de pau na outra, morria de medo de tudo”, recorda. Nascida em Penápolis (SP), ela tomou um susto no primeiro dia na capital. “Fui pegar o metrô, a multidão me empurrou, e caí
no vão entre o trem e a plataforma (risos). Foi assustador”, lembra. Não que Sabrina – que ganhou fama no Big Brother Brasil (BBB), da Globo, e hoje, aos 23 anos, destaca-se
como comediante no Pânico, da Jovem Pan e Rede TV –
fosse inocente. Perdeu a conta das vezes em que foi
expulsa da escola. Brigava de estilete com os meninos e colava neles cartazes de “me chute”. Aos colegas de clas-
se de São Paulo, dizia ter poderes místicos e cobrava
R$ 5,00 para “ler a mão”, valendo-se da pinta na testa,
que dizia ser seu “terceiro olho”.

Praticante de caratê na adolescência, Sabrina era mais
amiga dos garotos. “Eles me contavam até quanto media o pintinho deles. Ficava com raiva e não queria namorar ninguém”, diz. Magra e de cabelo curto, ela conta que não era nada atraente. “Me zoavam porque as meninas já usa-
vam sutiã e eu não tinha nada de peito. Em uma aula de biologia, um amigo disse: ‘Professora, a Sabrina não é mamífero, ela não tem glândulas mamárias’”, conta ela,
hoje turbinada com 165 ml de silicone.

“Durmo tarde, como chocolate, tomo
cerveja. E almoço que nem um pedreiro”,
diz ela, sobre seus “segredos de beleza”
Entre os ex-participantes do BBB, Sabrina é a única que se mantém firme num programa de tevê. Ela não se importa de ser chamada de burra pelos humoristas do programa. “Me incomodaria se dissessem que sou metida. Por mais que eu tenha estudado, a última coisa que eu quero ser é uma intelectual mal amada”, afirma.

Dos 60 dias de confinamento no Big Brother, em 2003, Sabrina guarda boas recordações. “Encarei aquilo como uma realidade suspensa, relaxei, não falava mal de ninguém”. Para a família, a experiência foi difícil. “Foi um pesadelo, ficamos muito expostos”, conta a mãe, a psicóloga Kika Sato, que teve de esconder a morte da avó paterna de Sabrina. “Não queria sensacionalismo”, lembra. Kika se preocupou com a relação da filha com Dhomini após o programa. “Ele não é má pessoa, mas queria controlar o trabalho dela.”

O namoro terminou em dezembro, por ciúmes dele. “Fiquei sem chão. Queria largar o Pânico, largar tudo”, diz ela. Dois meses após o rompimento, ela engatou namoro com o colega Carlos Alberto da Silva, intérprete do Mendigo no humorístico. O primeiro beijo aconteceu no apartamento que Sabrina comprou em São Paulo, interrompendo uma sessão de DVD maliciosamente programada por ela. “Eu é que dei o beijo, é sempre assim”, diverte-se ela, que diz ter perdido a virgin-
dade com o primeiro namorado às vésperas de completar 20 anos. “Eu mentia para as minhas amigas, dizia que não era virgem. Morria de vergonha de não ter transado.”

Famosa também pelas curvas, Sabrina faz piada sobre seus segredos de beleza. “Uuhh, tenho vááários!”, ironiza. Com 60 quilos torneados em 1,68m, ela se considera um antiexemplo para as mulheres. “Faço tudo o que não pode: durmo tarde, bebo, como chocolate, pipoca, tomo cerveja. E almoço que nem um pedreiro (gargalhadas)”.

Agradecimentos:
Buffet Dia de Folia, Santa Lola (sapatos), Morandi (casaco),
Thaís Gusmão (lingerie), Fruit de la Paison (corselets),
Arthur Caliman (vestido). Maquiagem: Roberta Trancredi/
Jacques Janine. Cabelo: Renê Silva/Jacques Janine
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