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A personagem da atriz em Senhora do Destino deverá viver
uma relação homossexual: “Se acontecer, maravilha”, diz
Televisão
Reconstruindo Mylla Christie
A atriz conta que bateu à porta da Globo após oito anos de afastamento, muda radicalmente o visual e, loira pela primeira vez, diz que abandonou o programa de exercícios que a deixou musculosa

Luís Edmundo Araújo
foto: André Durão

A ordem partiu do diretor Wolf Maya, quinze dias antes do início das gravações de Senhora do Destino. Para marcar sua volta às novelas da Globo – oito anos após a última em que fez parte do elenco fixo (Quem É Você?, de 1996) – Mylla Christie, 33, teria de abandonar os longos e cacheados cabelos morenos, uma marca registrada, por um visual mais moderno. Tudo para combinar com sua personagem na trama, a impetuosa estudante de medicina Eleonora. A atriz aprovou a idéia: “Para voltar depois de tanto tempo, era melhor que não voltasse igual mesmo”. Ainda na reunião do Projac, onde Mylla ouviu a sugestão, Wolf ligou para o cabeleireiro Wanderley Nunes com um único pedido. “Ele me disse que queria a Mylla irreconhecível”, conta o cabeleireiro. No dia seguinte, após cinco horas no salão de Wanderley em São Paulo, a atriz saiu de cabelos curtos e, pela primeira vez na vida, loura.

Diferente da sensual Silene da minissérie Engraçadinha, personagem mais marcante dela, o novo visual marca a fase atual. Para começar, ficou no passado a imagem da Mylla musculosa de 1998 e 1999, sobre a qual ela não gosta de falar muito. “Foi um implante hormonal que não deu certo”, resume. Outro assunto descartado são os relacionamentos. “Estou namorando, mas prefiro não falar o nome dele”, diz a atriz, que se separou em 1999 do ginecologista Malcolm Montgomery, após seis anos de casamento. A boa forma de Mylla, hoje, é fruto de caminhadas na esteira, alongamento e massagens, além da genética. “Sempre tive facilidade para emagrecer”, revela. O gosto pela ginástica colocou a atriz no posto de apresentadora de um programa sobre o tema (Mylla em Forma, no GNT, em 2000 e 2001), logo depois de protagonizar sua última novela antes da volta à Globo, Tiro e Queda, na Record, em 1998.

Se não consegue mencionar uma razão para tanto tempo longe das novelas, ela sabe por que voltou.“Desde 2002, investi na minha volta”, diz Mylla, que virou freqüentadora da ponte aérea. De São Paulo, onde mora, partia sempre ao Projac. “Fui bater na porta. O artista tem que saber a hora de estar presente, batalhar, dizer: ‘Lembra de mim? Estou aqui’”. Pelo diretor Wolf Maya, ela não teria ficado tanto tempo afastada: “As pessoas imaginam que, por ficar fora da tela, o artista teve problemas. Comigo não. Já a dirigi antes e ela sempre foi disciplinada”. Em seis meses de batalha, Mylla conseguiu participar de Kubanacan, que rendeu um convite para a novela das oito, em que sua personagem deverá viver uma relação homossexual. “Ainda não definiram nada. Se acontecer, maravilha”, diz.
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