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Divulgação

Monster – Desejo Assassino: Charlize Theron ganhou Oscar por sua transformação

Drama
Monster – Desejo Assassino
Filme sobre a história verídica de uma serial
killer despreza a natureza humana

• Diversão e Arte: "Não me importei em ficar feia"

Alessandro Giannini

 
   

Em Monster – Desejo Assassino, de Patty Jenkins, todos os holofotes estão voltados para Charlize Theron, a atriz sul-africana que fez carreira e fama em Hollywood. Ela não apenas interpreta Aileen Wuornos, a prostituta americana condenada à morte em 1999 por assassinar friamente sete de seus clientes. Ela praticamente se transforma na personagem, executada por meio de injeção letal em 2002, na Flórida. A personificação é impressionante, tanto que Charlize dividiu o prêmio de melhor atriz no Festival de Berlim e ficou sozinha com o Oscar da mesma categoria.

Há que se reconhecer a qualidade do trabalho da atriz, que emula feições, vícios e tensões da verdadeira Aileen, tendo como único recurso extra uma prótese dentária para esconder os seus branquíssimos e alinhados dentes de porcelana atrás de uma fileira mal arrumada de dentes falsos, manchados e cariados. Há que se reconhecer também a participação de Christina Ricci, no papel de Selby Wall, uma menina de 18 anos que foi mandada para a casa dos tios na Flórida a fim de se “curar” do lesbianismo e acabou conhecendo a prostituta por acaso em um bar gay.

Mas nenhuma das duas performances, nem as duas juntas, isentam o filme do que tem de pior, um desprezo pela natureza humana como nunca se viu. Pode-se argumentar que se trata de uma história baseada em fatos reais, que as coisas se passaram da maneira como está na tela e tudo o mais. De qualquer modo, existe nessas imagens um retrato que compreende mais do que uma assassina em série. E não é
nada bonito. A feiúra humana