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Leandro Pimentel
“Nos preocupamos com a possibilidade de Júnior ter depres-
são. Ele ficou
muito abalado’’

Sandra Castro, mãe do bombeiro José Albucacys, sobre o episódio envolvendo Luma

Por onde anda / José Albucacys
Corpo de bombeiro
Apontado como pivô da separação de Luma de Oliveira e Eike Batista, o bombeiro diz que pediu desculpas à família por conta da repercussão do caso, sonha com a carreira de modelo e conta que usa roupas azuis para valorizar os olhos

Nina Arcoverde Mansur

 
Leandro Pimentel
Flamenguista, o bombeiro foi a um jogo no
Maracanã e, mesmo tentando se disfarçar ,
foi reconhecido: “Um torcedor pediu minha camisa para levar para a esposa”, diz
Desde que foi apontado como pivô da separação da modelo Luma de Oliveira e do empresário Eike Batista, há três meses, o capitão do Corpo de Bombeiros José Albucacys de Castro Júnior, 27 anos, tem uma vida contraditória. Ao mesmo tempo em que evita olhar para os lados nas ruas – até boné usa para se disfarçar –, aceita convites que o título de “bombeirão da Luma” tem lhe proporcionado, como badalar na noite ou fazer campanhas beneficentes. A justificativa, segundo ele, é nobre: “Uso a fama para ajudar as pessoas”.

E a fama que o caso Luma deu ao capitão, boné nenhum disfarça. Depois de 15 dias recluso em casa e outros 15 na prisão, por conta da repercussão negativa do caso, Albucacys correu para o Maracanã. Flamenguista, viu o time ser campeão carioca e, mesmo de boné, foi reconhecido: “Um torcedor pediu minha camisa para dar à esposa. Disse que ela era minha fã, mas avisou para eu não me assanhar”.

A declaração descontraída é uma exceção. Quando o assunto é Luma, Albucacys é dramático. “Pedi desculpas aos meus pais e a meu irmão, apesar de saber que jamais fiz ou faria qualquer coisa para aparecer”, conta, com os olhos marejados. O capitão, que chegou a exibir na imprensa recados de Luma em seu celular, só fala da modelo para negar qualquer envolvimento: “Não tive nenhum relacionamento além do profissional com ela”.

Talvez porque tenha prejudicado uma trajetória brilhante construída por ele no Corpo dos Bombeiros, o assunto Luma não é dos seus preferidos. Formado em Direito, o capitão do Grupamento de Busca e Salvamento do Rio foi o melhor aluno em três cursos da corporação (salvamento em altura, prevenção e combate a incêndio florestal e perícia em incêndio florestal) e num de mergulho, feito por conta própria. Do episódio com Luma, ficou uma ponta de mágoa, diluída pela determinação em não guardar rancor: “Nunca precisei perdoar uma pessoa porque não tenho raiva de ninguém. Torço para que todo mundo saia bem e feliz”.

O medo de estar manchando a tradição de sua família, no Corpo de Bombeiros desde 1893 – quando um parente distante iniciou a tradição mantida pelo avô, Ernesto Lima de Castro, e o pai, José Albucacys, ex-secretário de Defesa Civil do Estado do Rio e ex-comandante geral do Corpo de Bombeiros –, transformou-se em apoio incondicional. A mãe, a professora aposentada Sandra Castro, relembra a fase negra: “Nos preocupamos com a possibilidade de Júnior ter depressão. Ele ficou muito abalado”.

A má fase foi superada. O bombeiro aposta na carreira de modelo – foi destaque na exposição nos calendários dos bombeiros, Heróis do Rio e Anjos do Rio – e gosta de usar roupas azuis para valorizar a cor dos olhos. “Quero ampliar meu campo e minha qualificação”, diz ele, que fez aulas de interpretação, em 2003, de violão, canto e bateria. “Mas não levo jeito para ator.”

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