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Flamenguista,
o bombeiro foi a um jogo no
Maracanã e, mesmo tentando se disfarçar
,
foi reconhecido: “Um torcedor pediu minha camisa
para levar para a esposa”, diz |
Desde
que foi apontado como pivô da separação
da modelo Luma de Oliveira e do empresário Eike Batista,
há três meses, o capitão do Corpo de Bombeiros
José Albucacys de Castro Júnior, 27 anos, tem
uma vida contraditória. Ao mesmo tempo em que evita
olhar para os lados nas ruas – até boné
usa para se disfarçar –, aceita convites que
o título de “bombeirão da Luma”
tem lhe proporcionado, como badalar na noite ou fazer campanhas
beneficentes. A justificativa, segundo ele, é nobre:
“Uso a fama para ajudar as pessoas”.
E a fama que o caso Luma deu ao capitão, boné
nenhum disfarça. Depois de 15 dias recluso em casa
e outros 15 na prisão, por conta da repercussão
negativa do caso, Albucacys correu para o Maracanã.
Flamenguista, viu o time ser campeão carioca e, mesmo
de boné, foi reconhecido: “Um torcedor pediu
minha camisa para dar à esposa. Disse que ela era
minha fã, mas avisou para eu não me assanhar”.
A declaração descontraída é
uma exceção. Quando o assunto é Luma,
Albucacys é dramático. “Pedi desculpas
aos meus pais e a meu irmão, apesar de saber que
jamais fiz ou faria qualquer coisa para aparecer”,
conta, com os olhos marejados. O capitão, que chegou
a exibir na imprensa recados de Luma em seu celular, só
fala da modelo para negar qualquer envolvimento: “Não
tive nenhum relacionamento além do profissional com
ela”.
Talvez porque tenha prejudicado uma trajetória brilhante
construída por ele no Corpo dos Bombeiros, o assunto
Luma não é dos seus preferidos. Formado em
Direito, o capitão do Grupamento de Busca e Salvamento
do Rio foi o melhor aluno em três cursos da corporação
(salvamento em altura, prevenção e combate
a incêndio florestal e perícia em incêndio
florestal) e num de mergulho, feito por conta própria.
Do episódio com Luma, ficou uma ponta de mágoa,
diluída pela determinação em não
guardar rancor: “Nunca precisei perdoar uma pessoa
porque não tenho raiva de ninguém. Torço
para que todo mundo saia bem e feliz”.
O medo de estar manchando a tradição de sua
família, no Corpo de Bombeiros desde 1893 –
quando um parente distante iniciou a tradição
mantida pelo avô, Ernesto Lima de Castro, e o pai,
José Albucacys, ex-secretário de Defesa Civil
do Estado do Rio e ex-comandante geral do Corpo de Bombeiros
–, transformou-se em apoio incondicional. A mãe,
a professora aposentada Sandra Castro, relembra a fase negra:
“Nos preocupamos com a possibilidade de Júnior
ter depressão. Ele ficou muito abalado”.
A má fase foi superada. O bombeiro aposta na carreira
de modelo – foi destaque na exposição
nos calendários dos bombeiros, Heróis do Rio
e Anjos do Rio – e gosta de usar roupas azuis para
valorizar a cor dos olhos. “Quero ampliar meu campo
e minha qualificação”, diz ele, que
fez aulas de interpretação, em 2003, de violão,
canto e bateria. “Mas não levo jeito para ator.”
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