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Celebridade
por Dirceu Alves Jr.  
   
 
Divulgação
Sergio Dutii/AE

Em 1976, Lucélia Santos estreou na tevê para protagonizar A Escrava Isaura, novela que a popularizou em mais de 80 países, entre eles, a China. Hoje, aos 47 anos, a atriz acaba de fechar contrato com a maior emissora chinesa para produzir e protagonizar uma minissérie épica

Lucélia Santos

Quando A Escrava Isaura estreou, em 11 de outubro de 1976, Lucélia Santos não tinha noção de que a personagem entraria na sua vida para permanecer no ar bem mais que os quatro meses previstos pela Rede Globo. A escrava branca criada por Bernardo Guimarães e adaptada para a tevê por Gilberto Braga popularizou a atriz em mais de 80 países e comoveu inusitadas platéias. “Entrei no estúdio com muita vontade de fazer aquele trabalho e, se consegui fazer bem, devo muito aos colegas”, diz a atriz, que, antes de A Escrava Isaura, tinha apenas experiência em teatro.

Dos países para os quais a novela foi exportada, a China foi um dos que melhor acolheu a saga da brasileira sofredora. Ninu Isola, como a personagem é chamada pelos chineses, emocionou 1 bilhão de espectadores. Lucélia sentiu essa repercussão ao ser eleita a melhor atriz de 1984 com 300 milhões de votos e receber o troféu diante de 20 mil chineses eufóricos. “Como não falava a língua, me pediram para dançar e cantar. Depois, saí para ver a muralha e não andava, tamanho o assédio”, lembra ela.

Quase três décadas depois, Lucélia, 47, ainda colhe os louros de ser Isaura. No sábado 22, ao chegar à China com a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a atriz fechou contrato com a CCTV, maior rede do País, para co-produzir uma minissérie sobre o romance de uma brasileira e um chinês. “A Escrava Isaura foi a primeira produção que entrou na China depois da Revolução Cultural e teve esse impacto por falar de uma pessoa que lutava pela liberdade”, justifica a atriz.