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Fernando
Morais - de Paris
A
receita do Gordo para o sucesso em terras francesas
Jô
Soares ganha fartos elogios ao seu último livro e em entrevista
à TV France-2 conta sua receita para escrever best-sellers
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Foto:
Manoel Marques
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O escritor
Jô Soares só faz sucesso no Brasil por causa
de seu programa de televisão, certo? Errado. Esta semana
ele aterrissa em Paris para o lançamento da tradução
francesa de O Homem que Matou Getúlio Vargas. E já
chega precedido por torrenciais elogios publicados no jornal
Le Figaro e na revista Le Nouvel Observateur (que classifica
o livro como "uma seqüência de humor de 24
quadros por segundo"). No final da semana, glória
das glórias, Jô será entrevistado no programa
de Bernard Pivot, do canal TV France-2, ao lado de ninguém
menos que o escritor francês Max Gallo, considerado
nestas bandas como "o novo Victor Hugo". Título
do programa desta semana: "Receita de best-seller".
Como convém a um Chévalier de l'Ordre Nationale
du Mérite, Jô receberá os cumprimentos
em sua suíte do Hotel Ritz.
Bardot
vira a casaca
Se você
é de direita e gosta muito de bichos e pouco de negros,
africanos e imigrantes em geral, é com você mesmo
que Brigitte Bardot quer falar. A atriz acaba de publicar
nas principais revistas francesas um anúncio de página
inteira, em cores, classificando de "criminosa crueldade"
o uso de casacos de peles naturais. Convertida à condição
de mascote do partido Frente Nacional (do ultradireitista
Jean-Marie le Pen, que defende a expulsão dos imigrantes
irregulares da França), Brigitte oferece gratuitamente
uma assinatura do jornal da sua fundação. Como
tem gosto para tudo, quem quiser receber, basta escrever para
a Fundação Brigitte Bardot - 45, rue Vineuse
- 75116.
O papa
é quem manda
Uma semana
depois de ler na imprensa européia que estaria para
renunciar ao papado por razões de saúde, João
Paulo II parece estar cada vez mais ativo. Como se quisesse
mostrar que continua batendo o báculo na mesa, Sua
Santidade acaba de aplicar mais um duro golpe na igreja comprometida
com a Teologia da Libertação: primeiro aposentou
monsenhor Samuel Ruiz, arcebispo de San Cristóbal de
Las Casas, no sul do México, e ardente defensor dos
índios-guerrilheiros de Chiapas. Dois dias depois,
transferiu para Saltillo, na outra extremidade do país,
o arcebispo Vera Lopez, sucessor natural de dom Ruiz e acusado
pelo governo mexicano de ter pelo Exército Zapatista
de Libertação Nacional as mesmas simpatias do
antecessor.
Sucatão
cai na rede
Não
é só o presidente Fernando Henrique Cardoso
que quer se livrar do "Sucatão", o decrépito
Boeing 707 que serve à Presidência da República.
Um aparelho idêntico está à venda na internet.
Os interessados devem acessar o endereço http://www.ibazar.fr.
O preço pedido é considerado uma merreca: US$
3 milhões.
Vera
faz verão
Meio
século atrás, num de seus surtos de entreguismo,
o jornalista Assis Chateaubriand afirmou que "se este
fosse um país sério, o dia do aniversário
do presidente da Light deveria ser feriado". Depois da
última edição da revista Playboy, não
resta mais dúvida: o dia do aniversário de Vera
Fischer, este sim, tinha que ser feriado nacional.
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