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o mouse nos números abaixo |
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1
- Bola - Marcos Chiesa, 36 anos, que importuna
como ninguém os convidados
2 - Carioca - Márvio Lúcio, 27
anos,
metido a conquistador
4 - Mendigo - Carlos Alberto da
Silva, 23 anos, cachaceiro, rústico e pidão
3 - Zé Fofinho - Vinícius Vieira,
23 anos, auto-intitulado “namorado da Zilú e da
Preta Gil”
5 - Emílio Surita - 42 anos, o
líder que
finge pôr ordem na bagunça
6 - Sabrina Sato - 23 anos, mais
loira do que nunca, entre a ingenuidade e a malícia
7 - Repórter Vesgo - Rodrigo Scarpa,
23 anos, o cara-de-pau que desconcerta os famosos
8 - Carlos Caramujo - Marcos Aguena,
o Japa, 35 anos, o surdo que irrita os entrevistados
9 - Ceará - Wellington Muniz, 30
anos, que imita todo mundo, até Silvio Santos com
gengivite
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Rodrigo
Scarpa, conhecido como Repórter Vesgo, pergunta para
a socialite Mariana Kupfer: “Você já
tentou ser atriz, cantora, apresentadora, e nada deu certo.
O que você é agora?”. Esse é o
tom do humor do Pânico na TV, versão
televisiva do programa que existe na rádio Jovem
Pan há dez anos. No ar na Rede TV! desde outubro
de 2003, os nove integrantes contam o final dos filmes que
serão exibidos no SBT e na Globo, levam Patrícia
de Sabrit para comer churrasquinho e mostram a invasão
da Band por sósia de Marlene Mattos. Com isso, conseguem
a maior audiência
da emissora, trazendo novidade e bom humor à progra-
mação dos domingos. São 5 pontos de
média e 9 de pico. Comentadíssimo, o Pânico
na TV recebeu prêmio da Associação
Paulista dos Críticos de Arte e alavanca
apostas sobre possível troca de canal.
Mesmo assim, quase toda a produção continua
sendo feita pelos próprios humoristas. “Faço
até câmera em algumas externas”, conta
Emílio Surita, líder do grupo e um de seus
criadores. “Trabalho de segunda a segunda, quando
chego em casa meus filhos me chamam de tio (risos)”,
diz.
Com o sucesso do Pânico no rádio, Emílio
conseguiu unir talentos de várias partes do Brasil.
Carioca e Zé Fofinho, por exemplo, vieram da Pan
do Rio e de Minas, respectivamente. Carlos Alberto da Silva,
o Mendigo, poderia ter tido o mesmo destino de seu personagem.
“Quase fui mendiguinho”, diz. Cansado de apanhar
dos pais, ele saiu de casa com 4 anos de idade, ao lado
dos dois irmãos – de quem não tem notícias.
Morou na rua por um ano, até que aceitou ser recolhido
pela Febem, de onde foi para um educandário. Aos
14, ganhou a chance de trabalhar como office-boy na Jovem
Pan. Passava o horário de almoço no estúdio
da rádio e começou a fazer imitações,
até ser contratado.
Rodrigo Scarpa, que invade festas de celebridades com tiradas
sarcásticas como o Repórter Vesgo, venceu
pela insistência. Aos 13 anos, ele era um ouvinte
que enviava gravações de trotes para o Pânico.
De tanto ligar, na faculdade conseguiu um emprego na divulgação
na rádio e se tornou produtor. A mesma perserverança
o levou para o Descontrole, de Marcos Mion, onde
fazia o Corvo, e mais tarde para o Pânico na TV.
Sua próxima missão é perseguir astros
que considera terem pouca modéstia, como Luana Piovani
e Paulinho Vilhena, e convencê-los a calçar
“a sandália da humildade”.
Única mulher a fazer parte do grupo, Sabrina Sato é
um caso raro de ex-Big Brother que deu certo. “Sou
a jeca do mato”, define. “Represento uma caricatura
do que eu sou. É a minha burrice acentuada, meus peitões
acentuados, meu bundão”, brinca. Alvo das piadas
dos colegas, ela namora o Mendigo desde janeiro. “Ele
é carinhoso, me protege e é engraçado.
Tem mulher que é a maria-gasolina, eu sou a maria-comédia:
gosto de homens que me façam rir”, diz Sabrina.
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