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Fotos: Alexandre Marchetti
“Tem mulher que é maria-gasolina, eu sou a maria-comédia: gosto de homens que me façam rir”, diz Sabrina sobre o namoro com o Mendigo
Fotos: Alexandre Marchetti
Este é Carlos Alberto
da Silva, mais conhecido no programma como Mendigo, sem a fantasia

Televisão
Famosos em pânico
O comentado Pânico na TV veio do rádio e
tem alcançado a maior audiência da Rede TV! com seu humor debochado, ancorado em personagens como Zé Fofinho, Ceará, o insistente Repórter Vesgo e Mendigo, que na vida real foi garoto de rua e hoje namora a única mulher do programa, a ex-BBB Sabrina Sato

Daniel Bergamasco

 
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Fotos: Alexandre Marchetti
 

Rodrigo Scarpa, conhecido como Repórter Vesgo, pergunta para a socialite Mariana Kupfer: “Você já tentou ser atriz, cantora, apresentadora, e nada deu certo. O que você é agora?”. Esse é o tom do humor do Pânico na TV, versão televisiva do programa que existe na rádio Jovem Pan há dez anos. No ar na Rede TV! desde outubro de 2003, os nove integrantes contam o final dos filmes que serão exibidos no SBT e na Globo, levam Patrícia de Sabrit para comer churrasquinho e mostram a invasão da Band por sósia de Marlene Mattos. Com isso, conseguem a maior audiência
da emissora, trazendo novidade e bom humor à progra-
mação dos domingos. São 5 pontos de média e 9 de pico. Comentadíssimo, o Pânico na TV recebeu prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte e alavanca
apostas sobre possível troca de canal.

Mesmo assim, quase toda a produção continua sendo feita pelos próprios humoristas. “Faço até câmera em algumas externas”, conta Emílio Surita, líder do grupo e um de seus criadores. “Trabalho de segunda a segunda, quando chego em casa meus filhos me chamam de tio (risos)”, diz.

Com o sucesso do Pânico no rádio, Emílio conseguiu unir talentos de várias partes do Brasil. Carioca e Zé Fofinho, por exemplo, vieram da Pan do Rio e de Minas, respectivamente. Carlos Alberto da Silva, o Mendigo, poderia ter tido o mesmo destino de seu personagem. “Quase fui mendiguinho”, diz. Cansado de apanhar dos pais, ele saiu de casa com 4 anos de idade, ao lado dos dois irmãos – de quem não tem notícias. Morou na rua por um ano, até que aceitou ser recolhido pela Febem, de onde foi para um educandário. Aos 14, ganhou a chance de trabalhar como office-boy na Jovem Pan. Passava o horário de almoço no estúdio da rádio e começou a fazer imitações, até ser contratado.

Rodrigo Scarpa, que invade festas de celebridades com tiradas sarcásticas como o Repórter Vesgo, venceu pela insistência. Aos 13 anos, ele era um ouvinte que enviava gravações de trotes para o Pânico. De tanto ligar, na faculdade conseguiu um emprego na divulgação na rádio e se tornou produtor. A mesma perserverança o levou para o Descontrole, de Marcos Mion, onde fazia o Corvo, e mais tarde para o Pânico na TV. Sua próxima missão é perseguir astros que considera terem pouca modéstia, como Luana Piovani e Paulinho Vilhena, e convencê-los a calçar “a sandália da humildade”.

Única mulher a fazer parte do grupo, Sabrina Sato é um caso raro de ex-Big Brother que deu certo. “Sou a jeca do mato”, define. “Represento uma caricatura do que eu sou. É a minha burrice acentuada, meus peitões acentuados, meu bundão”, brinca. Alvo das piadas dos colegas, ela namora o Mendigo desde janeiro. “Ele é carinhoso, me protege e é engraçado. Tem mulher que é a maria-gasolina, eu sou a maria-comédia: gosto de homens que me façam rir”, diz Sabrina.
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