| Martha
Rocha
“Uma
bonita aventura.” É assim que Martha Rocha
resume a experiência de ter sido coroada a primeira
miss Brasil, em 1954, e segunda colocada no Miss Universo
do mesmo ano. Meio século depois, a baiana de Salvador
é sucinta ao comentar sua façanha e dispensa
homenagens pelo cinqüentenário. “É
uma data a ser comemorada, mas não quero ser homenageada
por isso. Já passou”, diz ela, que não
esconde uma ponta de saudade, principalmente do Miss Universo.
“Achei muito interessante conviver com tantas moças
naquele glamour.” Apesar da perda do título
mundial pelas famosas duas polegadas a mais nos quadris,
ela alcançou fama até então inimaginável
para uma tímida menina de 18 anos.
O
segundo lugar no Miss Universo só não lhe
rendeu o cetro e a coroa. Nos quatro meses seguintes, Martha
ganhou US$ 30 mil para fazer um comercial para a Gessy Lever,
em Nova York, e viajou por várias cidades americanas.
Em cada parada, recebia homenagens e até convite
para atuar em Hollywood. “Não fui ser atriz
porque minha mãe não podia ficar comigo nos
Estados Unidos. E morar sozinha na época não
era para uma mocinha”, conta ela. “Mas tive
uma vida agitada e emocionante.” Hoje, aos 68 anos
e mãe de três filhos, a eterna miss, que ficou
viúva do primeiro casamento e está separada
do segundo marido, dedica-se à pintura na sua casa
em Volta Redonda, no sul do Estado do Rio de Janeiro.
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