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Celebridade
por Nina Arcoverde Mansur  
   
 
J. Martins
Leandro Pimentel

Em 1954, (no alto) Martha Rocha era coroada a primeira miss Brasil e provocou comoção nacional ao ficar em segundo lugar no Miss Universo por causa das duas polegadas a mais no quadril. Hoje, aos 68 anos, ela recusa homenagens e se
dedica à pintura

Martha Rocha

“Uma bonita aventura.” É assim que Martha Rocha resume a experiência de ter sido coroada a primeira miss Brasil, em 1954, e segunda colocada no Miss Universo do mesmo ano. Meio século depois, a baiana de Salvador é sucinta ao comentar sua façanha e dispensa homenagens pelo cinqüentenário. “É uma data a ser comemorada, mas não quero ser homenageada por isso. Já passou”, diz ela, que não esconde uma ponta de saudade, principalmente do Miss Universo. “Achei muito interessante conviver com tantas moças naquele glamour.” Apesar da perda do título mundial pelas famosas duas polegadas a mais nos quadris, ela alcançou fama até então inimaginável para uma tímida menina de 18 anos.

O segundo lugar no Miss Universo só não lhe rendeu o cetro e a coroa. Nos quatro meses seguintes, Martha ganhou US$ 30 mil para fazer um comercial para a Gessy Lever, em Nova York, e viajou por várias cidades americanas. Em cada parada, recebia homenagens e até convite para atuar em Hollywood. “Não fui ser atriz porque minha mãe não podia ficar comigo nos Estados Unidos. E morar sozinha na época não era para uma mocinha”, conta ela. “Mas tive uma vida agitada e emocionante.” Hoje, aos 68 anos e mãe de três filhos, a eterna miss, que ficou viúva do primeiro casamento e está separada do segundo marido, dedica-se à pintura na sua casa em Volta Redonda, no sul do Estado do Rio de Janeiro.