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Celebridade
por Dirceu Alves Jr.  
   
 

Hoje, aos 40 anos, a versátil atriz é destaque na peça Como Aprendi a Dirigir um Carro

Andréa Beltrão

Rede Globo
Em 1985, Andréa Beltrão, entre André
de Biase e Kadu Moliterno, vivia Zelda
Scott no seriado Armação Ilimitada,
que ficou na ar por quatro temporadas

Quando soube que a Globo estava à procura de uma atriz para o seriado Armação Ilimitada, Andréa Beltrão precisou conter o brilho dos seus olhos. “Fiquei louca para me oferecer, mas sabia que não tinha moral para isso”, lembra a atriz, que, em 1984, estreava nas novelas com Corpo a Corpo e, a princípio, achou improvável a possibilidade de ganhar o papel. “Sempre fiz testes. Algumas vezes fui aprovada e outras não. Quando a chance de ser a Zelda caiu na minha área, corri para o gol.”

Em maio de 1985, o Brasil foi apresentado a Zelda Scott, uma jornalista meio maluca, que formava um ousado triângulo amoroso com Lula (André de Biase) e Juba (Kadu Moliterno). “A Zelda é tudo o que eu queria ser na vida, mas sei que estou quilômetros atrás dela”, afirma Andréa. “Ela era muito resolvida, tinha caráter. Sabia se dividir bem entre aqueles dois gatinhos”, diz ela, referindo-se ao romance simultâneo da personagem com Lula e Juba.

Aos 40 anos, Andréa ainda lembra no visual a esfuziante Zelda, mas, como uma das atrizes mais talentosas de sua geração, provou que sua carreira ultrapassa e muito os limites do humor. Na peça Como Aprendi a Dirigir um Carro, em cartaz em São Paulo, ela mostra que a densidade não a assusta na pele de uma mulher que relembra o envolvimento com o tio pedófilo (Paulo Betti). “Para variar, no teatro eu só me meto com personagens difíceis”, brinca a atriz, que, na tevê, encontra a leveza no seriado A Grande Família e em As 50 Leis do Amor, novo quadro do Fantástico.