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Celebridade
por Dirceu Alves Jr.  
   
 
EFE
Em 1951, Marlon Brando se transformou em símbolo sexual do cinema com Uma Rua Chamada Pecado, ao lado de Vivien Leigh
EFE

Hoje, o ator, que
acaba de completar 80 anos, vive isolado em Beverly Hills e só volta aos sets de filmagens
em rápidas e bem
pagas participações

Marlon Brando

Não foi apenas nas telas que Marlon Brando incorporou o rebelde. A veia subversiva já se manifestava na infância, quando não esquentava banco em escola alguma do Nebraska, sempre expulso por indisciplina. Reza a lenda em Hollywood que Brando, mesmo antes do estrelato, se recusava a decorar textos. Jamais viu problema em colar cartazes com suas falas na parede dos estúdios para melhor interpretar o personagem e não ficar preso às rubricas dos roteiristas. “O papel do ator é dar alma ao personagem. E isso não tem nada a ver com ficar reproduzindo exatamente o que um dia o autor julgou que deveria ser dito”, justifica ele.

A rebeldia se tornou famosa em 1951. Brando surgiu nas telas com camisetas justas, moldando os músculos, como o machista Stanley Kowalski de Uma Rua Chamada Pecado, de Elia Kazan. No filme, ele se envolvia com a cunhada (Vivien Leigh) e a fazia sofrer com seu jeito estúpido de amar. Um jeito que o alçou à condição de símbolo sexual do cinema.

No sábado 3, esse rebelde sensual completou 80 anos na condição de mito. Brando vive em Beverly Hills e só sai de casa, sempre de mau humor, para bem pagas participações como em Um Novato na Máfia (1990) e Don Juan de Marco (1995). Pouca coisa parece restar do astro que já encantou platéias. Mas os fãs fiéis não se importam com os quilos a mais e o gênio esquentado de sempre.