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Pílulas

• Aproximadamente 60% dos homens apresentam algum grau de calvície, sendo que a maior parte está com idades entre 30 e 60 anos de idade.

• A idade ideal para se fazer o implante é a partir dos 22 anos, quando o paciente já está mais consciente do problema e dos resultados da técnica.

• Cerca de 30% a 40% dos pacientes fazem uma segunda etapa do tratamento após o prazo final do procedimento.

• Nas mulheres a calvície chega em torno dos 35 anos. É nessa fase que a produção dos hormônios femininos diminui, predominando a testosterona (hormônio masculino responsável pela calvície androgênica).

O fim dos carecas
Os microimplantes capilares, técnica da
cirurgia plástica cuja procura só perde
para a lipoaspiração, são a melhor opção
hoje para quem luta contra a calvície

Carlos Oscar Uebel

 
DIVULGAÇÃO
Uebel: cirurgia custa
de R$ 5 mil a R$ 8 mil
A cirurgia da calvície é hoje a segunda mais realizada dentro da cirurgia plástica masculina, perdendo apenas para a lipoaspiração. O implante capilar é hoje uma das técnicas mais utilizadas para o tratamento cirúrgico da calvície. A tecnologia do microtransplante e das megassessões capilares foi desenvolvida em 1986 e tornou-se referência internacional, sendo adotada nos principais centros americanos e europeus, recebendo, em 2000, da Sociedade Internacional da Cirurgia da Calvície, o prêmio Platinum Follicle como técnica original e pioneira no campo da calvície e o Certificado de Excelência, em 1996, conferido pela Sociedade Americana de Cirurgia Plástica.

Tanto homens como mulheres têm se beneficiado desse avanço, que pode ser utilizado dos 23 aos 85 anos. Nos homens, a calvície pode se manifestar ainda na fase jovem, entre os 16 e 18 anos, quando começam a cair os primeiros fios, e tem como causa a hereditariedade, a concentração do hormônio masculino e a idade. Nas mulheres a queda não é tão drástica, tendo início, normalmente, após os 40 anos, quando se entra na fase da menopausa.

A técnica de implante consiste na retirada de raízes da região da nuca onde temos a melhor qualidade histológica do cabelo, preparadas em microscopia tridimensional e implantadas na região frontal, superior e na coroa. Podem ser implantadas até 6 mil raízes em uma etapa de 3 horas e isto depende do treinamento da equipe, que, normalmente, é formada por cinco profissionais médicos e de enfermagem. O custo da cirurgia varia de R$ 5 mil a R$ 8 mil.

O cabelo deve ser da mesma pessoa, uma vez que o transplante de outra não irá se desenvolver. Nosso sistema imunológico é altamente reativo para cabelos de outras pessoas. Ele chega a se desenvolver nos primeiros meses, mas após o oitavo começa a definhar até desaparecer complemente. Por outro lado, não há razão de aplicarmos imunossupressores e com isso alterar as defesas de nosso organismo para transplantar cabelo. Sabemos que pode-
mos transplantar um coração, um fígado ou um rim;
mas não pele ou cabelo.

Os derivados ditos ectodérmicos são, como disse, imunologicamente muito ativos. Os cabelos artificiais também não deram resultados a longo prazo. São fios sintéticos cuja reação produz granulomas e processos infecciosos no de-
correr dos meses levando à sua extirpação precoce. Hoje os microimplantes capilares são a melhor opção que o paciente tem uma vez que seu resultado é muito natural e confere um contorno e um perfil muito elegante ao paciente. O seu crescimento começa a partir do 3º ou 4º mês e finaliza no 10º mês após a cirurgia. É um método ambulatorial, sob anestesia local, podendo o paciente retornar às suas ativi-
dades profissionais dentro de alguns dias. Suas complicações são raras e podem aparecer depois de 3 meses pequenos cistos de óleo quando começam a sair os primeiros fios.

Dr. Carlos Oscar Uebel é membro titular da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica. É também professor-assistente
do Serviço de Cirurgia Plástica da PUC (RS) e ajudou a
organizar o V Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica,
que se encerrou em 21 de março, em São Paulo.

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