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Herbert e Frejat: celebração da
geração 80 do rock

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Rock
Uns Dias Ao Vivo
Excesso de convidados no show
dos Paralamas do Sucesso

Mauro Ferreira

 

O acidente de ultraleve sofrido por Herbert Vianna em fevereiro de 2001 interrompeu a produção autoral dos Paralamas do Sucesso, composta pelo cantor e guitarrista. Como o disco
de estúdio que marcou a volta da banda em 2002 (Longo Caminho) foi a raspa do tacho no baú de Herbert, a solução provisória para dar continuidade à carreira fonográfica do trio carioca foi a gravação de um CD ao vivo. Quarto registro de show do grupo, Uns Dias ao Vivo chega às lojas nos forma-
tos de CD simples, CD duplo e DVD.

O disco celebra a geração 80 que consolidou o rock brasileiro. Integrantes dos Titãs (Paulo Miklos), Barão Vermelho (Frejat), Legião Urbana (Dado Villa-Lobos) e Ira! (Edgard Scandurra) foram convocados para participar do show no Olympia, em novembro. Mas é justamente o excesso de convidados que prejudica o disco. Herbert, Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria) se entrosam melhor sozinhos – como fica evidente na parte inicial do show, quando o grupo dá peso a sucessos como “Mensagem de Amor” e “Selvagem”.

O entra-e-sai de convidados tira um pouco o pique do show. Nando Reis, por exemplo, nada acrescenta a “Tendo a Lua”. Mas o saldo é positivo porque a obra dos Paralamas é consistente e vasta. Uns Dias ao Vivo acaba funcionando como inventário da fase mais madura do grupo. De volta ao passado