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Casada
com um cineasta que queria tentar carreira em Hollywood,
a francesa Annette Lèvy-Willard deixou, há
quatro anos, sua vida em Paris para se mudar para os Estados
Unidos. O choque cultural, encarado com muito bom humor
pela jornalista, foi colocado no livro Crônicas
de Los Angeles
(216 págs., R$ 25), que lança a editora Barcarolla.
Annette concedeu entrevista a Gente, por e-mail.
Quais
as maiores dificuldades na chegada a Los Angeles?
Foi um choque cultural muito grande. Como entender um lugar
tão gigantesco sem um centro? Procurávamos
casas para morar, e todos falavam como era importante ser
vizinho de uma celebridade. Ser famoso é mais valioso
que ser rico em Los Angeles. A parte fácil é
que a cidade é aberta aos estrangeiros, porque ninguém
nasceu aqui.
Quais
as melhores e piores coisas da cidade?
Como todos os europeus, nunca liguei para Los Angeles,
“cidade de plástico” onde você
não caminha, precisa ser
bonita e não ter ruga alguma. Mas dirigir um conversível
assistindo ao pôr-do-sol no Pacífico é
atraente.
O
que acha da rivalidade entre franceses e americanos?
Franceses amam odiar os EUA. Eles odeiam Bush, mas todos
querem se mudar para cá. Querem usar roupas americanas,
assistir a filmes americanos, mas odeiam os Estados Unidos.
Por
que escrever crônicas?
Como repórter do jornal Libération,
pensei que a mudança seria ruim para minha carreira.
Era como me colocar dentro de um armário dourado.
Mas cobri as eleições presidenciais de 2000,
11 de Setembro, a eleição de Schwarzenegger.
No entanto, queria falar de mais coisas, como a vida amorosa
da minha filha com os garotos americanos e eu me tornando
um personagem hollywodiano. Acima de tudo, não queria
ser séria.
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