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Ferida
ainda mal cicatrizada na história do País,
o golpe militar de 1964 completa 40 anos. Uma série
de livros joga mais luz sobre o período. Também
são celebrados os 20 anos da campanha Diretas-Já,
que levou milhares às ruas e, apesar de não
ter conseguido seu objetivo, foi decisiva na democratização.
O processo é tema de Diretas Já: 15 Meses
Que Abalaram a Ditadura.
Vozes
do Golpe
De Carlos Heitor Cony, Zuenir
Ventura, Moacyr Scliar e Luis
Fernando Verissimo (Companhia
das Letras, 336 págs., R$ 41)
Em
quatro livrinhos vendidos juntos, Cony lembra sua atuação
na imprensa após o golpe, e Zuenir recorda os aconteci-
mentos antes da ação militar. Scliar cria
a história da mãe de um desaparecido, e Verissimo
inventa um ex-preso político que se depara com o
passado.
Além
do Golpe: Versões
e Controvérsias sobre
1964 e a Ditadura Militar
De Carlos Fico (Record,
392 págs., R$ 32,90)
Professor
da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o autor montou
um guia sobre o golpe de 1964 e o regime militar, relacionando
livros e documentos.
Diretas
Já: 15 Meses Que Abalaram a Ditadura
De
Domingos Leonelli e Dante
de Oliveira (Record, 644 págs.
+ 32 págs. de encarte, R$ 68,90)
O
jornalista Domingos Leonelli e o
autor da emenda das Diretas-Já
Dante de Oliveira narram os
bastidores da campanha em 1984.
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