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Elefante:
baseado no massacre
de Columbine, filme passeia pelo
cotidiano das escolas americanas
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Elefante
parece um nome esquisito para um filme sobre o massacre na escola
Columbine. O cineasta Gus Van Sant se inspirou na parábola
em que vários cegos examinam diferentes partes de um elefante,
sem ter a noção do todo. É isso que ele faz com
o colégio na verdade, em nenhum momento ele cita o nome,
mas é claro que se baseou nos fatos reais. Num passeio pelos
corredores e salas de aula, Van Sant mostra o dia-a-dia dos estudantes.
O
diretor diz que não queria explicar nada. Mas a verdade é
que está tudo lá, nas entrelinhas, sem necessidade
de ficar chamando a atenção do espectador, como fazia
o documentário Tiros em Columbine, de Michael Moore.
Há os jogadores de futebol americano, as cheerleaders, as
garotas bulímicas, os nerds, todos quase sempre negligenciados
por pais e mestres, além da facilidade de comprar armas.
O filme é lento, sem muitas falas e principalmente sem grandes
falas. Os personagens dizem aquilo que adolescentes dizem no cotidiano,
sobre roupas, jogos e namorados, tudo muito banal. Não há
gritaria, não há
violência explícita. E, no entanto, Elefante
é violento e chocante, porque no fundo expõe a banalidade
típica do mundo em que vivemos. Principalmente a banalidade
da violência. Diz tudo
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