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Benjamim:
o protagonista topa
com a jovem Ariela, idêntica a seu
amor de juventude, e fica obcecado
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Quando
foi lançado, em 1995, o romance Benjamim, escrito pelo
compositor Chico Buarque, foi considerado difícil. Suas idas
e vindas no tempo não ajudavam o leitor. Era
esse o principal obstáculo na adaptação para
o cinema, como diz a diretora Monique Gardenberg (leia
entrevista). O protagonista, interpretado por Danton Mello no
passado e por Paulo José no presente, topa com Ariela (Cleo
Pires), que é idêntica a seu amor de juventude, Castana
Beatriz, e fica obcecado. Benjamim, o filme, é bem-sucedido
em dar conta das passagens para lá e para cá no tempo.
Só o excesso de música incomoda.
O
problema é que o longa-metragem resulta pouco emocionante,
o que é um pecado no cinema a não ser que se
busque isso. Aqui, não é o caso. Quem assiste percebe
que o drama está delineado, que os personagens poderiam ser
interessantes porque são muito contraditórios e humanos,
mas tudo se esconde num canto pouco visível. A causa está
principalmente na tentativa de dar muita leveza cômica a uma
trama altamente dramática. A idéia não funciona
e termina por esfriar Benjamim.
Isso
acontece a despeito do esforço de seus atores principais.
Paulo José é primoroso
em cada pequeno gesto e expressão. Econômico e transparente,
como um bom ator
deve ser. E a aposta Cleo Pires deu certo. Além de ter uma
beleza e uma presença marcantes, a filha de Fábio
Junior e Glória Pires mostra um frescor e um carisma incomuns
fazendo duas mulheres diferentes e difíceis. É esperar
o próximo trabalho para comprovar que o talento é
herança genética. Tela fria
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