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Celebridade
por Dirceu Alves Jr.  
   
 
Divulgação

Em 1967, Nathália Timberg vivia o auge da popularidade na tevê com as novelas O Direito de Nascer e A Rainha Louca. Hoje, aos 74 anos, a consagrada atriz se divide entre as gravações da novela Celebridade e a peça Melanie Klein

Nathália Timberg

  Arquivo Pessoal

Muito do arquivo pessoal de Nathália Timberg se perdeu. “Sou meio cigana. Minhas coisas desaparecem”, lamenta ela, com a caixa de fotografias no colo. Ao encontrar a imagem acima, Nathália se confunde um pouco. À primeira vista, não identifica o trabalho exato. Lembra apenas de que se trata de uma novela. “Já fiz tanta coisa... Olha meu cabelo e a maquiagem. É muito a cara da década de 60.”

Mas a memória não trai a atriz por muito tempo. Nathália enu-
mera sucessos que a popularizaram como O Direito de Nascer e A Muralha. Com uma beleza típica das divas, ela viveu a Imperatriz Charlotte em A Rainha Louca. O folhetim escrito por Glória Magadan em 1967 era ambientado na França, Índia e no deserto do Saara. “E era tudo gravado na Globo, no Rio.”

Quase 40 anos depois, Nathália, 74, continua a freqüentar os estúdios da Globo. Três vezes por semana, deixa o apartamen-
to no Leblon, onde mora com o irmão, Felipe, e a cachorrinha Tootsie, para encarnar a pérfida Yolanda da novela Celebrida-
de
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Paixão da atriz há cinco décadas, o teatro integra a rotina com a peça Melanie Klein, em cartaz no Rio, e o acúmulo de trabalho passa longe do desgaste. “É só saber se organizar.”