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Fotos Piti Reali
“Tinha que cantar o
Hino todo dia e usar uniforme, não podia fumar. Eu já fazia teatro. Queria colocar calça rasgada, usar boina”, diz Flávia, que foi convidada a sair do colégio militar com 16 anos

Ensaio
Flávia Alessandra
Feliz com o advogado Ricardo Brajterman,
que foi seu primeiro namorado, a atriz não
quis voltar às novelas para se dedicar à filha, conta que foi expulsa do colégio militar e, formada em Direito, quase abriu um escritório antes de fazer sucesso como atriz

• Confira o ensaio fotográfico com a atriz

Jonas Furtado

 
Fotos Piti Reali
“Giulia ainda está numa fase
que não questiona muito. Na cabeça
dela, ganhou mais uma casa e
qualidade, não quantidade”, diz Flávia,
que se separou de Marcos Paulo em 2002

Filha de um comandante de navio, neta de pescador, Flávia Alessandra, 29 anos, tem intimidade com o cheiro do mar. “É algo muito familiar para mim, acolhedor. Quando estou mais ou menos, vou ver o pôr-do-sol, dou um mergulho e volto revigorada. É terapêutico”, diz a atriz, que, recentemente, passou
férias na Costa do Sauípe, na Bahia, com os pais, a
filha Giulia e o advogado Ricardo Brajterman, seu
namorado há pouco mais de um ano.

Ricardo foi o primeiro namorado de Flávia. Os dois se reencontraram após 14 anos e assumiram a relação em janeiro de 2003, cinco meses depois do fim do casamento de dez anos da atriz com o diretor de novelas Marcos Paulo. Flávia não fala sobre a separação, mas, assim que recebeu a reportagem de Gente na varanda de seu quarto, teve que interromper a entrevista para atender o celular. Era Marcos Paulo, querendo saber de Giulia. “Jujuba”, como eles chamam a filha de 4 anos, estava brincando na piscina e não pôde falar com o pai, mas o tom amistoso em que a conversa se desenrolou mostra que Flávia e Marcos continuam amigos após o rompimento. Segundo a atriz, a separação também não afetou o comportamento de Giulia. “Ela ainda está numa fase que não questiona muito. Na cabeça dela, ganhou mais uma casa e qualidade, não quantidade”, diz Flávia.

A filha concentra todas as atenções da mãe atualmente. Por ela, Flávia abriu mão de fazer uma participação em A Cor do Pecado, novela das sete da Globo. “Preferi não aceitar porque iria atrapalhar a volta às aulas da Giulia. Ela mudou de escola, vai passar por uma fase de adaptação e eu já tinha decidido estar ao lado dela nesse momento”, explica.

Fotos Piti Reali
“Pela minha formação militar, havia uma cobrança por estabilidade em um emprego’’
Flávia Alessandra

Caçula de três irmãs, Flávia estudou em colégio militar até o segundo ano do ensino médio. Sempre foi boa aluna, mas o gênio rebelde e os trabalhos na televisão fizeram com que ela fosse convidada a se retirar da escola aos 16 anos. “Tinha que cantar o Hino todo dia e usar uniforme, não podia fumar. Eu já fazia teatro. Queria colocar calça rasgada, usar boina”, diverte-se. A gota d’água foi quando começou a trabalhar em Top Model, na Globo, a primeira novela dela. Por causa dos horários, tinha que sair mais cedo nos dias de gravação. Os pais apoiavam, com a condição de que a nota mínima da filha fosse 8, mas a direção do colégio não aceitava. “Eles achavam um absurdo. Aí comecei a pular muro, fugir para gravar.”

O sucesso de Top Model não se estendeu. Com a carreira instável, aos 17 anos, ela decidiu prestar vestibular para Comunição Social e Direito. Passou nas duas, e assim levou por dois anos, até se encantar pela advocacia e abandonar a Comunicação. “Me formei, fiz o exame da OAB e pago minhas mensalidades até hoje”, diz. “Pela minha formação militar, havia uma cobrança por estabilidade em um emprego. Foi ótimo para minha vida e minha cabeça. Teria enlouquecido nesses cinco anos em que fiz apenas três novelas”, lembra.

Quando ela já se organizara com algumas amigas também advogadas para abrir um escritório, em 1997, foi convidada para fazer A Indomada. O sucesso de seu personagem
fez com que assinasse seu primeiro contrato longo e nunca mais tivesse tempo para o Direito. Na Globo, fez grandes amigos. Como a atriz Glória Menezes, com quem trabalhou
em O Beijo do Vampiro. Mãe e filha na trama, as duas estenderam para a vida real a amizade. “Gostaria que ela fosse minha filha de verdade”, diz Glória. “Flávia e eu somos parecidas. As pessoas confundem nossa maneira de ser
com nervosismo. Somos agitadas.”

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