10 de janeiro de 2000
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Aventura

Leilane apura o faro no deserto
A jornalista Leilane Neubarth conta em livro como enfrentou o rali mais perigoso do mundo

Viviane Rosalem

Foto: Kiko Cabral

A jornalista carioca Leilane Neubarth, 39 anos, comprou sua primeira moto com o primeiro salário que recebeu na Rede Globo, em 1979. Passou a circular pelas ruas do Rio de Janeiro sobre duas rodas e, nos finais de semana, começou a se aventurar em trilhas pelo mato. Mas foi no dia 1.º de janeiro de 1999 que ela partiu para seu maior desafio: participou da 21.ª edição do Rali Granada-Dacar, uma das provas mais perigosas do mundo, que todo ano faz um percurso diferente - em 2000, o itinerário será Paris-Dacar-Cairo. "Foi uma das maiores emoções que tive na vida", conta Leilane, que acabou conquistando o terceiro lugar da prova.

A jornalista resolveu registrar sua experiência no livro Faróis de Milha, da editora Objetiva. Nele, conta suas aventuras a bordo de um caminhão, com o engenheiro civil André Azevedo, 40 anos, e o tcheco Tomas Tomecek. Casada há 13 anos com o diretor artístico da Globo News Olívio Petit, 43, mãe de Rafael, 18, e Bernardo, 11, Leilane passou por todas dificuldades possíveis e imagináveis.

A fome e a sede eram dribladas com três garrafas de água e guloseimas altamente calóricas, como doces e frios, distribuídos pela organização do rali. "Sempre cuidei da alimentação, mas lá comi de tudo porque não agüentava fazer dieta", conta. O calor de quase 45 graus era amenizado com muito protetor solar. "Esta era a minha única vaidade." Para se refrescar, no final do dia, pagava pelos poucos pingos de água gelada que conseguia arrumar em banheiros públicos. "A minha sorte foi ter levado na bagagem toneladas de lencinhos umedecidos para aliviar a sujeira", diz.

Envie esta página para um amigoEntre as situações de perigo, Leilane conta que escapou de um assalto no deserto por questões de minutos - cerca de 50 competidores tiveram bagagens e veículos roubados, o que os obrigou a dormir ao relento, à espera do socorro. Susto maior ela levou quando competidores russos bateram em seu caminhão. "Meu capacete voou e fiquei com dor no pescoço por três dias", lembra. Ela aprovou a experiência. Porém, não pensa em repeti-la. "Mas podem me convidar para escalar o Aconcágua que eu vou."

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