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15/12/2003

   
 
Com Marlene Mattos,
que apostou nela
para o Jovens Tardes: “Ela é uma grata surpresa”, diz a diretora
Fotos André Durão

 

Capa
Carolina Magalhães
A indomável
A neta do senador Antônio Carlos Magalhães estréia como apresentadora de tevê na
Globo, conta como a perda prematura do pai
a marcou, fala do seu namoro com Marcos
Mion e diz que é livre para fazer o que quer

Juliana Lopes e Rodrigo Cardoso

 
Piti Reali
“Meu sonho era ser
paquita”, conta Carolina

Nos Natais daquela famosa família baiana, era a pequena Carolina, neta e afilhada do senador Antônio Carlos Magalhães, quem alegrava o ambiente. Com uma roupa cafona – segundo sua mãe, Michelle – que misturava o preto com o dourado, brincos, correntes espalhafatosas e pom-pom, ela despontava pela sala rebolando ao som do disco da Xuxa: “Meu sonho era ser paquita”, conta. Mas só aos 24 anos Carolina recebeu o chamado de Marlene Mattos, logo ela que há uma dúzia de anos atrás era responsável pela seleção das candidatas a assistente de palco de Xuxa Meneghel. As paquitas não existem mais, Xuxa é página virada na biografia de Marlene e ela agora aposta suas
fichas em Wanessa Camargo e no Jovens Tardes, que retorna à programação da Globo no próximo dia 21. Pois
é justamente como apresentadora deste programa que Carolina Magalhães fará sua estréia na televisão, dividin-
do o estrelato com Wanessa Camargo, Marcelo França
e a dupla sertaneja Pedro e Tiago.

Como as paquitas, ela irá cantar e dançar, mas não precisará de pom-pom, roupa preta e dourada. “Atendi uma ligação numa sexta e ouvi: ‘Carolina? A Marlene Mattos vai falar’. Achei que fosse um trote.” Quatro dias depois, Carolina embarcava para uma reunião com a diretora, no Rio de Janeiro. “Procurava uma cara nova. Tenho estômago fraco, enjôo rapidinho e, olhando uma revista, vi uma foto da Carolina que me chamou a atenção”, conta Marlene.

Na reunião, Carolina deixou claro que não sabia cantar, mas a indomável Marlene Mattos tem prazer em arriscar e isto também faz a alegria da indomada Carolina Magalhães. “Na primeira gravação acho que quiseram me passar um trote e me mandaram dançar a música da egüinha pocotó no meio de todo mundo. Dancei. Esse negócio de vergonha é bobagem”, conta Carolina. Com contrato na bolsa, ela agora faz aulas de canto e terapia com fonoaudióloga para melhorar a dicção. “Ela costuma engolir algumas letras. Quando acontece isso, falo: ‘Quer cocada, menina?’”, conta Marlene. “Mas Carolina é uma grata surpresa. Aqueles cabelos cor-de-mel balançando são demais”, diz Marlene.

Filha do deputado Luís Eduardo Magalhães, que morreu de enfarte com apenas 43 anos em 1998, e Michelle, Carolina desde cedo dava sinais de que as mordomias do clã não iam prendê-la à Bahia. Aos 17 anos, já trabalhava. Cursou economia e foi estagiária em um banco. Lá, o expediente iniciava às 8h30 e ela saía às 18h direto para a faculdade. No dia seguinte, acordava às 6h para ir à academia e começava tudo de novo. “Trabalhei na área de seguros, no balcão, atendendo gente. Foi bom para ver que não tinha nada a ver comigo. Os clientes ficavam na minha frente e eu batucando no balcão, cantando axé”, conta Carolina, que trancou a faculdade a quatro meses de terminá-la.

Em 2000, Carolina mudou-se para São Paulo, casou-se com Raphael Guinle e deu à luz Luís Eduardo Magalhães Guinle, seu filho de 3 anos. Nada disso a fez cruzar os braços.
Como vendedora da sofisticada loja Daslu, enviesou para o mundo da moda, que foi seu passaporte para o meio artístico. “Ela sempre foi muito corajosa”, afirma a mãe Michelle, 49 anos. “Quando meu marido morreu, além do pai, Carol perdeu um protetor e chorava muito pelos cantos. Hoje, todos se ajudam”, explica Michelle, também mãe de Paula e Luís Eduardo, o Duquinho. “O avô dela (Antônio Carlos Magalhães) não é muito de falar, dar palpite, mas assumiu o posto de pai dos meus três filhos.”

Carolina mora com o filho. Está separada de Raphel e na-
mora há cinco meses o apresentador Marcos Mion. Em
menos de cinco anos, o turbilhão de acontecimentos não lhe roubou o belo sorriso e a energia que demonstrava como paquita nos Natais dos Magalhães, como mostra na entrevista a seguir concedida numa tarde em São Paulo, ao lado do namorado, o apresentador Marcos Mion:

O seu estilo mudou depois que trabalhou na Daslu?
Um pouco. Meu estilo é mais cool. Perua nem pensar! Tenho horror. Não uso nada dourado, nem jóias. Sempre via umas amigas da minha mãe com muita coisa dourada. Detesto perua, é cafona. Quando abro um presente e vejo uma coisa dourada, penso: “Essa pessoa não sabe nada de mim”. Já falei para o Marcos: “Não me dê nada de jóia, detesto”. Meu pai brigava, falava que era besteira gastar com jóias. Mas as coisas que o meu pai me deu guardo com muito carinho, como esse brinco em forma de coração. Guardo ainda um relógio, roupas, uma bolsa que eu acho muito feia, tem até uns dourados, mas guardo.

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