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Reportagens

24/11/2003

   
 
Ronaldo Ceravolo
O filho Dudu Braga, com a neta Giovanna
Divulgação
‘Eles não levavam desaforo para casa’ Dudu Braga, sobre a Turma da Matoso, da qual Roberto fazia parte, que se metia em brigas na zona sul carioca
Chico Nelson
Em 1983, no Carnaval com a ex-Myriam Rios
Na época da bossa-nova, o cantor gravou as músicas “João e Maria” e “Fora do Tom”, mas não fez sucesso
Vidal Cavalcanti

 

Gente Fora de Série
Roberto Carlos - continuação
Capítulo 2

 
Prensa Três
Roberto Carlos com a primeira mulher Nice e a filha Luciana
Antes de casar, porém, o cantor seria pai pela primeira vez, mesmo sem
saber disso. Fruto de um rápido relacionamento com Lucila Torres, durante uma passagem de Roberto por Belo Horizonte, Rafael nasceu em 1965, mas só conheceu o pai 24 anos depois. Após um longo processo movido por Lucila, o cantor reconheceu oficialmente o filho em 1991, dois anos após conhecê-lo. Hoje, Rafael fala com o pai mensalmente e freqüenta reuniões da família. Os outros dois filhos de Roberto, Dudu Braga, 34, e Luciana, 33, nasceram do casamento com Cleonice, numa época em que, além da música, o cantor se aventurava no cinema.
 

Inspirado nos Beatles – que aproveitavam o sucesso para lançar filmes como Help e Yellow Submarine –, Roberto Carlos virou astro de cinema em 1967, com Roberto Carlos em Ritmo de Aventura. Diretor deste e dos outros dois filmes do cantor, Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa e Roberto Carlos a 300 Km por Hora, Roberto Farias recorda o quanto era difícil conciliar as duas carreiras de seu ator. “Uma vez (em 1969) estávamos em Tóquio, gravando o Diamante, e iríamos para Tel-Aviv. No meio disso, o Roberto me perguntou se poderia fazer um show na Bahia”, conta o cineasta, que até hoje se diverte com a justificativa dada pelo cantor. “Ele disse: ‘Sei que vou ganhar muito dinheiro com esse filme, mas é que eu preciso de dinheiro agora’.”

Farias acabou cedendo e combinou de aguardar Roberto Carlos em Israel. No dia marcado para o reencontro, o
diretor recebeu um telefonema do cantor. “Ele me disse
que a Colúmbia não o deixava voltar enquanto não gravasse um novo disco”, lembra o cineasta, que ficou mais 15 dias
em Tel-Aviv, esperando seu ator principal. No quesito interpretação, porém, Farias nunca teve do que reclamar.
“O Roberto se cobrava muito. Achava sempre que o Erasmo estava melhor que ele no filme, mas não era verdade.”

Passada a fase cinematográfica, a união de Roberto com Nice foi marcada pela mudança de estilo do cantor. Durante a década de 70, a agitação da Jovem Guarda deu lugar ao romantismo de sucessos como “Detalhes”, “Emoções” e “Cavalgada”. Era a vez de os adultos tirarem dos jovens o posto de público alvo do rei da música.

Reprodução
Entre Wanderléa e Erasmo Carlos, com quem formou a Jovem Guarda: a parceria com Erasmo gerou pelo menos 70 grandes sucessos

A separação de Nice veio em 1978, um ano antes do primeiro contato de Roberto com a única mulher com quem se casaria de papel passado. Colega de Ana Paula, enteada do cantor, Maria Rita Simões tinha 16 anos quando visitou o camarim do padrasto da amiga, após um show no Rio de Janeiro. A atração entre os dois foi imediata, mas, devido à idade de Maria Rita, seus pais impediram qualquer aproximação entre o futuro casal.

Ainda em 1979, Roberto começaria a se envolver com a atriz Myriam Rios, num romance que só se tornaria público um ano depois. Em janeiro de 1980, o cantor e a atriz ainda não tinham anunciado que estavam namorando, mas, segundo amigos dos dois, estavam juntos no barco de Roberto, o iate Lady Laura, quando o cantor soube da morte do pai, Robertino Braga. Com Myriam, Roberto ficaria até agosto de 1989, apesar de a separação só ter sido anunciada oficialmente em janeiro de 1990, na revista Manchete.

Além do fim de seu segundo casamento, o cantor sofreria outra perda em 1990. No dia 6 de maio daquele ano, morria Cleonice, vítima de câncer. Mas o ano ainda lhe reservaria uma grata surpresa. Onze anos após sua primeira visita, a professora universitária Maria Rita voltaria ao seu camarim depois de um novo show no Rio de Janeiro. Dessa vez, sem a obstrução dos pais dela, nada impediu o romance, que seria mantido em sigilo até setembro de 1993.

Reprodução
Nos anos 70, Roberto fazia um estilo hippie, diferente do modelo bem-comportado atual: nesta época, a agitação da Jovem Guarda deu lugar ao romantismo de sucessos como “Detalhes”, “Emoções” e “Cavalgada”

Três anos depois, em abril de 1996, os dois se casariam em segredo numa cerimônia simples, assistida por nove pessoas, entre parentes e amigos do casal, na igreja da Urca, ao lado do prédio onde Roberto mora até hoje. Com Maria Rita, o cantor reforçaria ainda mais sua fé católica, cujo ápice seria a apresentação para o papa João Paulo II no Rio de Janeiro, diante de um milhão de fiéis, em 1997.

A fé também foi importante para que Roberto enfrentasse o mais duro golpe de sua vida. Após uma batalha de um ano e três meses contra um câncer na região pélvica, Maria Rita morreria no dia 19 de dezembro de 1999, aos 38 anos. Crente na recuperação da mulher até o último momento, o cantor caiu em depressão após sua morte. Manteve-se recluso durante 11 meses, até voltar a se apresentar no Recife, num show em que mal conseguiu segurar a própria emoção. Hoje, os amigos garantem que Roberto está mais animado, recuperando-se da perda. A saudade, porém, continua, assim como o amor pela mulher. Prova disso é o título de seu novo disco, que chega às lojas no fim do mês: Pra Sempre.

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