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Entrevista

03/11/2003

   
Jayme de Carvalho Jr.

Quinn com a caixinha blue box, símbolo da marca: “Ano passado vendemos um diamante por quase US$ 2 milhões”

“Foi fácil tomar a decisão de abrir loja em São Paulo. Aqui existem consumidores extremamente sofisticados, interessados nas coisas boas em geral”
CONTINUAÇÃO

Quais são os planos de crescimento da Tiffany no Brasil?

Qual é a peça mais comprada da Tiffany em todo o mundo?

 

James E. Quinn
“Quem entra na Tiffany
acaba se apaixonando”

O presidente mundial da sofisticada joalheria esteve no Brasil para a abertura da segunda loja em São Paulo, festeja o sucesso no País e fala do poder que as jóias têm no imaginário feminino

Luciana Franca

 

O nova-iorquino James E. Quinn, presidente da Tiffany & Co., veio a São Paulo na semana passada especialmente para a abertura da segunda loja da marca no País, sinal de que os negócios no Brasil vão de vento em popa. Na segunda-feira 20, abriram-se as portas da Tiffany no quadrilátero mais luxuoso da capital paulista, onde se concentram as marcas mais caras e exclusivas do planeta. Um dia depois da inauguração, ele recebeu Gente no espaço de 280 metros quadrados na Haddock Lobo, dispostos em dois andares, para explicar o sucesso no Brasil e no mundo das jóias imortalizadas no cinema por Audrey Hepburn, no filme Bonequinha de Luxo. Aos 51 anos, 18 deles na Tiffany, James festeja o faturamento recorde de US$ 1,7 bilhão no ano passado, mas se nega a dar números da participação brasileira nesse bolo. Vendas turbinadas por peças como o colar de rubi e 700 diamantes, que custa R$ 647.203,00, a mais cara à venda no Brasil. Às voltas com um dilema de que presente dar à mulher no aniversário de casamento nos próximos dias, James conta que em família a jóia de maior valor não é assinada por Jean Schlumberger, o conceituado designer da Tiffany. “Há dois anos estive em Roma e levei três crucifixos de ouro benzidos pelo papa para minha mãe, tia e irmã. Foi a jóia de que mais gostaram”, conta rindo.

Por que resolveram abrir a segunda loja Tiffany na
cidade de São Paulo?

A primeira do (shopping) Iguatemi fez muito sucesso. Nós a abrimos há mais ou menos dois anos e meio. São Paulo é um mercado muito grande, muito importante e já estávamos procurando um ponto nos Jardins há alguns anos e finalmente conseguimos um, que é excelente.

Abrir uma segunda loja em São Paulo em tão pouco tempo é sinal de que a loja vende muito?
É isso. A primeira loja, no Iguatemi, tem um grande desempenho e isso nos convenceu a abrir a segunda
mais cedo até do que havia sido estabelecido em
nosso cronograma.

O senhor pode dar uma idéia de faturamento da loja?
Não, não falamos, por exemplo, de desempenho de venda individual ou de cifras específicas.

Como é o planejamento de expansão da marca?
São vários fatores. Primeiro, o tamanho da economia, a
riqueza do país. Tentamos também compreender o interesse
do consumidor daquele país em relação a estilo, moda e qualidade. Portanto foi bastante fácil tomar essa decisão
de abrir uma loja em São Paulo. Aqui, existem consumidores extremamente sofisticados, interessados nas coisas boas
em geral. Já estava no nosso horizonte de planejamento
abrir essa loja há alguns anos.

Quais são os planos de crescimento da Tiffany no Brasil?
A nossa expansão não acaba por aqui não. Nós estaremos abrindo mais lojas no Brasil, porque trata-se de um país imenso. Acho que há muito espaço para a Tiffany se expandir no Brasil nesses próximos anos.

Por que a Tiffany se tornou um ícone de luxo? O filme Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s) teve
alguma influência?

Acho que o livro Breakfast at Tiffany’s (de Truman Capote, lançado em 1950) foi escrito justamente porque Tiffany já era um nome muito famoso. Claro que a notoriedade aumentou depois que o livro foi lançado. Aí foi feito o filme (Bonequinha de Luxo, com Audrey Hepburn, em 1961), o que reforçou essa imagem da Tiffany como símbolo de algo bonito, exclusivo, e também de um lugar muito agradável e gostoso de ir. Tanto que a Holly Golightly, a personagem de Hepburn, diz numa cena do filme: “Nada de mal pode acontecer com você quando você está na Tiffany”. É a frase que eu mais gosto do filme.

Qual é a peça mais cara que já foi vendida pela Tiffany?
Posso dizer que no ano passado nós vendemos um diamante azul extremamente raro por quase US$ 2 milhões.

Quantos quilates tinha?
Um pouquinho acima de um quilate apenas. Mas extrema-
mente raro. Temos várias cores diferentes de diamante: cor-de-rosa, amarelo, azul.

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