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13/10/2003

   
 
André Durão
“O João foi uma vítima também. Ele estava no helicóptero e nunca se colocaria em risco”, diz Myrian, mãe de Fernanda, descartando a suspeita de que João Paulo Diniz tivesse forçado o vôo, apesar das condições
climáticas adversas
Leia mais
Trechos
do livro
Cinco histórias intrigantes da Fernanda

 

Exclusivo - Fernanda Vogel
Misteriosas coincidências
A mãe da modelo morta em 2001, em acidente
no helicóptero do empresário João Paulo Diniz,
no litoral norte de São Paulo, conta a tragédia
em um livro e ainda narra eventos intrigantes
que precederam a morte da filha

Luís Edmundo Araújo

 
Reprodução

Durante o ano de 2001, o programa de televisão predileto da comissária de bordo Myrian Vogel, 47 anos, era a novela Porto dos Milagres. Sua personagem preferida na trama era a engraçada Amapola, vivida por Zezé Polessa. Se estivesse em casa, não perdia por nada as cenas com a atriz, mas na sexta-feira 27 de julho foi diferente. Diante da tevê, na hora da novela e com Zezé em cena, Myrian foi tomada por uma angústia que a fez mudar de canal. Em outra emissora, um plantão jornalístico informava sobre a queda de um helicóptero no mar. “Antes de ouvir a notícia sabia que era o helicóptero da minha filha”, conta a comissária, no livro Fernanda Vogel na Passarela da Vida (editora 7 Letras, 252 págs, R$ 38), da jornalista Tammy Luciano, que será lançado na terça-feira 21, no Rio de Janeiro. O episódio é uma das muitas coincidências intrigantes que permeiam o acidente e a morte, aos 20 anos, da modelo Fernanda Vogel.

Entre mensagens da modelo, transmitidas por freqüentadores de centros espíritas após sua morte, e eventos que pareciam anunciar a tragédia (leia mais aqui), Myrian juntou histórias que a ajudaram não só a colaborar com o livro de Tammy, como a se recuperar da perda da filha na queda do helicóptero em que Fernanda viajava ao lado do namorado, o herdeiro
do Grupo Pão de Açúcar, João Paulo Diniz. O casal iria comemorar os dois meses de namoro na casa da família Diniz em Maresias, litoral paulista, mas o mau tempo derrubou a aeronave. O piloto Ronaldo Jorge Ribeiro também morreu no acidente. O co-piloto Luiz Roberto de Araújo Cintra e João Paulo conseguiram nadar até a praia.

Na época, João Paulo chegou a ser acusado de induzir o
piloto a voar apesar da má condição meteorológica. A sus-
peita é descartada pela própria Myrian. “O João foi uma ví-
tima também. Ele estava no helicóptero e nunca se colocaria em risco”, diz a comissária, que nega ter havido qualquer desentendimento com as famílias Vogel e Diniz. “Falo sempre com o João. O que existe é uma tragédia em comum, nenhu-
ma divergência”, afirma.

Prova de que não há problemas no relacionamento da mãe de Fernanda com o herdeiro do grupo Pão de Açúcar será o lançamento do livro em São Paulo, marcado para o dia 4 de novembro, na Revistaria D’Amauri, novo empreendimento de João Paulo, com inauguração prevista para os próximos dias. Para o empresário, o apoio de Myrian foi fundamental nos primeiros momentos após o acidente. “Ela me abraçou logo
que me viu, ainda em Maresias. Vinda da mãe da Fernanda, a ajuda foi a melhor que eu poderia ter recebido naquele momento”, disse João Paulo a Gente.

INDENIZAÇÃO Pela morte de sua filha, Myrian recebeu o montante coberto pelo seguro do helicóptero. Ela prefere não revelar os valores, mas garante que, apesar das notícias veiculadas nos primeiros meses após a tragédia, não houve qualquer disputa judicial por uma indenização maior. “Preferi não desmentir o que saía nos jornais porque não estava em condições. Se fizesse isso ia mexer ainda mais com o assunto que me machucava tanto”, lembra a comissária.

A primeira conseqüência do choque pela morte da filha foi
ficar sem comer. Nos três primeiros dias após o início das buscas pelo corpo de Fernanda, Myrian ingeriu somente café, além dos muitos cigarros que fumou. “Achava que se eu conseguisse ficar aquele tempo sem comer, minha filha também conseguiria, e estaria viva quando fosse encontrada.” A partir do terceiro dia, a família a convenceu a tomar sorve-
te e sucos, já que a lembrança de Fernanda no mar a impedia de ingerir qualquer alimento salgado. Mesmo assim, ela teve
de tomar soro. “Dávamos de colher, na boca dela”, conta a irmã caçula de Myrian, Bebel Vogel.

Nas três primeiras semanas após o desaparecimento da filha, a comissária continuou tomando soro para suprir a alimentação insuficiente. Perdeu oito quilos em menos de um mês. “Minha irmã se autoflagelava, enfiando as unhas dos indicadores nos polegares. Ficava o tempo todo no sofá, em posição fetal e agarrada a um bicho de pelúcia da Fernanda”, lembra Bebel.

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