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Reportagens

22/09/2003

   
 
Fotos: Reprodução
O avô materno Antônio Augusto Ribeiro de Almeida, que era ministro do Supremo Tribunal Federal, e foi uma grande inspiração para Oscar: “Ele morreu pobre. Não era uma pessoa ligada a dinheiro, o que me fez guardar uma boa lembrança dele”, conta
"Casei por formalidade. Mais católica do que minha esposa é impossível, então não me incomodei em casar dessa forma"
Oscar Niemeyer,
que é ateu convicto
 

 

Gente Fora de Série
Oscar Niemeyer - continuação
Capítulo 1

 
Fotos: Reprodução
Com a mulher Annita, em 1929.
Um pouco mais tarde veio a época em que o jovem Oscar não dispensava as diversões da vida noturna no Rio antigo. Se a influência maior vinha do avô, era o tio Nhonhô, na época diretor do Fluminense Futebol Clube, que o levava a locais como o extinto bar Americano, no centro da cidade, o bar Lamas – até hoje tradicional reduto da boemia, na zona sul carioca – e a Lapa. O bairro no Centro da cidade, com seus bares e cabarés, também era ponto de encontro dos amigos do então estudante do ensino médio, acostumados a passar por lá para tomar uma bebida nos bares. “Ficamos familiares, tanto que íamos durante o dia também, para jogar carta com as moças”, lembra Niemeyer.

Mantido até hoje num canto do escritório do arquiteto, em Copacabana, o cavaquinho é testemunha dos tempos de boemia. Era nele que Niemeyer tocava os sambas da época, na companhia de um grupo de amigos que se reunia no Clube de Regatas Guanabara, na Praia de Botafogo, e permanece em sua memória. “Éramos eu, Gastão Vida de Cão, Siri e o Barqueiro”, lembra ele, como se estivesse recitando a escalação de uma seleção de futebol e garantindo não ter sido brindado com qualquer apelido na época.

Fotos: Reprodução
Família reunida: seu irmão Carlos Augusto, sua mãe, seu pai, , suas irmãs Leonora, Lilia, Oscar (no centro), sua irmã Judite e o irmão Paulo

A vida despreocupada durou até o casamento, aos 21 anos, com Annita Baldo, filha de imigrantes italianos de Pádua, perto de Veneza. Sem pompa, nem circunstância, a cerimônia do matrimônio atendeu aos desejos da religiosa noiva, que conseguiu convencer o noivo ateu a casar numa igreja do bairro. “Casei por formalidade. Mais católica do que minha esposa é impossível, então não me incomodei em casar dessa forma”, justifica. O casamento foi no mesmo ano da formatura no ensino médio, que marcou o início da vida profissional do futuro arquiteto. Casado, o estudante assumiu a responsabilidade que passou a ter e trocou a boemia pelo trabalho na tipografia do pai.

Um ano depois, em 1929, ainda ajudava o pai na tipografia quando matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, onde se formaria, como engenheiro arquiteto, em 1934. A partir do terceiro ano do curso, o jovem estudante passou a ter duas opções para seguir em frente na carreira escolhida: ganhar um salário qualquer como estagiário de firmas construtoras, como a maioria de seus colegas, ou trabalhar de graça e aprender “o lado bom da arquitetura”, como ele mesmo diz, no escritório de algum renomado arquiteto. Alguém que tinha a admiração de Niemeyer. Alguém com quem iria mudar a história do Brasil.

Não Perca!
No próximo capítulo: o início da histórica parceria com
Lúcio Costa, que mudou o Brasil, o trabalho com o mestre
Le Corbusier, mais tarde superado pelo discípulo, e as
primeiras, e tumultuadas, participações em comícios do PCB.

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