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| “Acho
que minha votação é resultado de minhas ações, mas se alguém
votar em mim pela simpatia física, aceito do mesmo jeito”,
diz ele |
Com
certa freqüência, o governador da Paraíba Cássio
Cunha Lima ouve mensagens no celular com declarações
platônicas de amor e vez por outra chega em casa com a camisa
suja de batom. Silvia, a primeira-dama, nem liga – está
acostumada. “Elas só beijam pano”, brinca com
o marido. Após 20 anos de casados, eles riem dos galanteios.
“Acho que minha votação é resultado de
minhas ações, mas se alguém votar em mim pela
simpatia física, aceito do mesmo jeito”, diverte-se
ele. Sempre foi assim. É o preço pago por quem começa
cedo na política. A juventude de Cássio, aliás,
foi motivo de comentário do rei da Espanha, Juan Carlos,
durante recente viagem de Lula ao país, que o governador
acompanhou. Ao saber que Cássio completara 40 anos, Juan
Carlos disse: “Mas parece 32, um garoto”. Foi o mais
jovem deputado constituinte, com 23 anos, se reelegeu, e os mandatos
lhe credenciaram três outros de prefeito de Campina Grande
e o governo da Paraíba. “Quero, até 2005, acabar
com vários índices de pobreza de meu Estado”,
diz.
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