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11/08/2003

   
 
Divulgação
Gian e Giovani

 

Polícia
Seqüestro simulado
A caçula dos sertanejos Gian e Giovani trabalha numa fábrica de sapatos, tem renda familiar
de R$ 1.800 e pode ser condenada a até um
ano de prisão por ter forjado um crime

Fábio Farah

 
Comercio de Franca/ AE
Sílvia acompanhada do delegado Radaelli e
mais três investigadores chega à delegacia:
ela quis chamar a atenção dos irmãos

O telefone toca na casa de Aparecido dos Reis Moraes, o Gian da dupla sertaneja Gian e Giovani, por volta das 10h30 da segunda-feira 28 de julho. “Eu estou com a Sílvia e
quero R$ 100 mil pelo resgate”, diz alguém do outro lado
da linha para uma funcionária do cantor. A ligação foi encerrada sem que o interlocutor – uma voz feminina estranhamente familiar – fornecesse mais informações.
Logo a polícia de Franca, interior de São Paulo, foi acionada e pediu reforço a Ribeirão Preto e São Paulo.

Sem suspeitar que a irmã mais nova estivesse em apuros, os sertanejos chegaram em Franca, onde moram, às 14h30, vindos da capital paulista após alguns shows. “Ficamos muito assustados com aquilo e esperamos outro telefonema com mais detalhes”, conta Gian. “Também tentamos omitir a notícia dos nossos pais porque meu pai é cardíaco.”

Casada e mãe de dois filhos, Gabriela, 10, e Jonathan, 7, Sílvia, 25, que trabalha com o marido numa fábrica costurando sapatos, foi encontrada por policiais próximo a um estádio poliesportivo, às 19h30, gritando e chorando. “Ela contou que foi deixada ajoelhada e encapuzada”, relatou o delegado Daniel Paulo Radaelli, que esclareceu o caso. “Ela contou versões diferentes para o seqüestro e, sem saída, admitiu a farsa.” Sílvia ligara para a casa de Gian, disfarçando a voz, e pegara a chave de um apartamento à venda em uma imobiliária, alegando interesse em comprar o imóvel. Passou a tarde no local lendo revistas.

Arrependida, Sílvia abraçou aos prantos os irmãos famosos
na delegacia. “Me perdoem. Eu não queria dinheiro. Só
quis chamar a atenção de vocês”, repetia ela, que tem
renda familiar mensal de R$ 1.800. Segundo o marido, Emerson de Morais, inicialmente suspeito de cumplicidade, o casal não passa por dificuldades financeiras. Depois de desmascarada, Sílvia foi descansar no sítio do sogro. Deverá ser indiciada por falsa comunicação de crime, com pena de até um ano de prisão, que pode ser revertida em multa. “Ficamos tristes, mas depois agradecemos a Deus por não
ter acontecido de verdade”, diz Gian, que quer encaminhar
a irmã para um tratamento psicológico.

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