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11/08/2003

   
 
Fotos: André Durão
“No esporte amador ralava muito e não tinha dinheiro’’ Fernanda Monteiro
 

 

Profissão - Fernanda Monteiro
Circo nas águas
Após integrar a seleção brasileira de
nado sincronizado durante dez anos,
ela trocou o esporte pelo circo

Luís Edmundo Araújo

 
Fotos: André Durão
Para entrar no internacional Cirque du Soleil
ela cantou “Garota de Ipanema” em português

Integrante da seleção brasileira de nado sincronizado durante 10 anos, Fernanda Monteiro, 26, nunca tinha tido qualquer experiência artística até se ver diante de uma banca examinadora em Las Vegas (EUA), em 2001. Após exibir suas habilidades na água, soube que teria de cantar no teste para o espetáculo aquático do Cirque du Soleil, um dos maiores do mundo. Pega de surpresa, não vacilou em apelar para um sucesso brasileiro conhecido no mundo todo: “Cantei ‘Garota de Ipanema’ em português mesmo”, lembra a nadadora.

Se agradou, ela não sabe. Mas hoje, há um ano no elenco
de O – um dos três espetáculos fixos do circo montado no Hotel Cassino Bellagio de Las Vegas –, Fernanda tem certeza de que sua atuação como cantora não comprometeu. A troca, na opinião dela, foi positiva. “No esporte amador ralava muito e não tinha dinheiro. Com 24 anos vi que tinha de fazer outra coisa para sobreviver.”

Como atleta, foi 12 vezes campeã brasileira e ganhou cinco títulos sul-americanos, além das participações nos Jogos Pan-Americanos de 1995, em Mar Del Plata (Argentina), e de 1999, em Winnipeg (Canadá), e da medalha de ouro na American Cup, em 1997. Tudo graças a uma rinite alérgica. “Botei a Fernanda com 7 anos na natação porque ela tinha alergia”, conta sua mãe, Amparo Monteiro. “Só não sabia que ela ficaria tanto tempo na água”, brinca.

Três anos depois, Fernanda começou no nado sincronizado. Em sua carreira só faltou uma Olimpíada, o que quase aconteceu em Sydney, no ano 2000. Especialista na competição solo, chegou a ser relacionada como a representante brasileira na categoria. A Federação Internacional de Esportes Aquáticos, porém, decidiu que só equipes competiriam. “Aquela decepção também contribuiu para eu largar o esporte.” Um ano depois, ela descobriu na internet que o Cirque du Soleil procurava nadadoras. Mandou o currículo e foi chamada um mês depois para o teste. Graças às milhagens acumuladas nas viagens com a seleção brasileira, conseguiu uma passagem para Las Vegas.

A experiência nas competições também foi fundamental para reverter situações difíceis no espetáculo. Numa ocasião, o tubo de oxigênio de um dos mergulhadores que apóiam as nadadoras estava entupido. “Quase subi antes da hora, mas consegui ir na cintura do mergulhador e puxar o ar do tubo reserva”, conta. Por essas e outras, ela não sente saudade do clima de competição do esporte. “A adrenalina é a mesma. Tenho de lidar com o nervosismo no show da mesma maneira”, diz. A cada espetáculo, Fernanda e as outras 13 nadadoras chegam a ficar até cinco minutos seguidos embaixo d’água. Além dos mergulhadores, elas têm à disposição tubos de oxigênio nas laterais da piscina. “Tive-
mos de fazer curso de mergulho para entrar no show”,
conta a nadadora, que agradece o fato de ainda não ter precisado mostrar seus dotes de cantora.

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