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11/08/2003

   
 
Leandro Pimentel
‘Quando nossos olhares se cruzaram tudo congelou’
Cristina Pirv, jogadora
de vôlei romena, que reencontrou Giba numa feijoada na casa dele
na Itália, namora o atacante há seis meses
e é noiva dele há três
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Capa
Herói da resistência
O atacante da seleção de vôlei driblou uma leucemia, a ausência, desde a adolescência, do pai que não vê há dois anos, um acidente de carro, um exame de doping positivo e é um dos destaques da seleção de vôlei no Pan

Carla Felícia e Vivianne Cohen

 
Fotos: Leandro Pimentel
“Ele sempre teve essa força de vontade, não tinha mais como segurá-lo”, diz Solange Santamaria, mãe de Giba, que era contra a carreira esportiva do filho

Giba é o apelido mais famoso de Gilberto Amauri de Godoy Filho, 26 anos. Foi com ele estampado na camisa que o paranaense se firmou como um dos melhores jogadores
de vôlei do mundo. Mas entre os colegas da seleção bra-
sileira – para a qual foi convocado pela primeira vez em
1995 – o apelido é outro. “Nós o chamamos de Workboy (garoto trabalho)”, entrega o levantador Ricardinho, melhor amigo de Giba. “Ele é cheio de energia, quer fazer tudo ao mesmo tempo: mexer no computador, falar no celular, arrumar a bolsa do treino.”

A agitação vem desde a infância e já rendeu ao jogador um grande susto. Aos 11 anos, brincando de esconde-esconde, caiu de uma árvore em cima de uma grade e rasgou o braço esquerdo, do punho ao cotovelo. “Achei que perderia o braço”, lembra ele, que levou 150 pontos e ficou um ano e meio longe do vôlei, esporte que havia começado a praticar três meses antes. “Deus já trocou meu anjo da guarda no mínimo umas três vezes.”

Aos quatro meses de idade, venceu a batalha contra a leucemia. Aos 19 anos, saiu ileso de um grave acidente de carro. E, em janeiro deste ano, viu sua credibilidade como atleta ameaçada com a divulgação do resultado positivo
de um exame anti-doping, atestando uso de maconha. Na época jogador do Ferrara, da Itália, o brasileiro – que acaba de ser contratado pelo Cuneo – foi suspenso por nove jogos pela Federação de Vôlei daquele país e ficou dois meses longe das quadras.

De Bernardinho, técnico da seleção, levou um puxão de orelhas. Porém, em nenhum momento seu afastamento do time foi cogitado. “Todo mundo tem o direito de errar. Além disso, ele é uma referência na equipe”, diz o treinador. A confiança de Bernardinho foi fundamental para que Giba desse a volta por cima na Liga Mundial, em maio, quando teve papel decisivo na conquista do título. O jogador partiu renovado para o Pan-Americano.

Com 13 anos de carreira, Giba lembra que no início precisou superar a resistência da mãe, a técnica em nutrição Solange Santamaria, 52, que queria vê-lo dedicando-se apenas aos estudos. “Tinha acabado de me separar e a família vivia um momento difícil”, explica. “Queria que ele estudasse para
que, aos 16 anos, começasse a trabalhar e ajudar em casa.” Com a separação, Giba foi se afastando do pai, que não vê há dois anos. Com a mãe, ele fez um acordo. Durante dois anos, estudaria de manhã e treinaria à tarde. Se nesse período a carreira esportiva não decolasse, largaria o vôlei. Em 1993, a poucos meses do vencimento do prazo, Giba foi chamado para a seleção brasileira infanto-juvenil. Foi à Turquia disputar o Mundial e voltou com a faixa de campeão e os títulos de melhor jogador e melhor atacante do torneio. “Ele sempre teve essa força de vontade, não tinha mais como segurá-lo”, diz Solange.

Foi com esta mesma determinação que Giba conseguiu conquistar a jogadora de vôlei romena Cristina Pirv, 31. Eles namoram há seis meses e ficaram noivos há três, mas a história de amor começou em janeiro de 2000, época em
que os dois jogavam no Minas Tênis Clube. Faltando quatro meses para seu casamento com a fisioterapeuta Fabiane Pereira, de quem se separou no ano passado, Giba mandou um bilhete para Pirv, convidando-a para sair. “Fiquei muito brava e dei uma bronca nele de uns 15 minutos”, conta. O romance só engatou três anos depois, na Itália. Por intermédio de um casal de amigos, os dois se reencontraram numa feijoada na casa dele. “Quando nossos olhares se cruzaram tudo congelou”, diz ela. Os dois planejam se
casar em 2004, primeiro na Romênia e depois no Brasil.
Filhos devem vir logo. “Não quero esperar muito, sou
maluco por criança”, diz ele.

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