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Reportagens

11/08/2003

   
 
Leandro Pimentel
‘Os médicos me desenganaram. Não contaram para a minha mãe que era leucemia ’ Giba, que sofreu
de leucemia quando ainda era um bebê
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Capa
‘Foi uma porrada boa’
continuação

 

Não teme que o câncer volte?
Não. Faço check-up duas vezes por ano pela seleção. Quando era pequeno, fazia de mês em mês. Com o
passar dos anos, esse espaço foi aumentando até
que, aos 12 anos, passei a fazer de ano em ano.

Quem era essa senhora que antecipou sua cura?
Provavelmente era uma médium, mas não sei dizer
quem é porque minha mãe não me fala. Queria ver,
conversar e saber o que ela viu, mas respeito se
minha mãe não quer que eu saiba.

Você acredita em mediunidade?
Sim, sou espírita. Leio muito Allan Kardec, Zíbia Gasparetto, Chico Xavier. Minha família toda é, sempre freqüentei
centros que estudavam o Evangelho. Queria ver o lado científico. Um dos principais dias da minha vida foi quando conheci Chico Xavier, em 1998.

Como aconteceu o encontro?
Um programa esportivo de tevê me ofereceu a oportunidade de conhecer uma pessoa famosa. Escolhi o Chico Xavier. Conseguiram que eu almoçasse na casa dele, com a família dele. Foi especial. Mas quando sentei ao lado dele, fiquei mudo. Depois do almoço, nos deixaram a sós, mas não trocamos uma palavra durante dez minutos. Até que a
nora dele veio me perguntar: “Seu sonho era conhecê-lo e agora você não pergunta nada?”. Respondi que não conseguia falar, estava me sentindo tão bem que não precisava perguntar nada. Ele virou-se para mim e disse: “Fique tranqüilo que você não precisa falar nada, seus pensamentos estão falando por você”. Foi a primeira vez
que escutei a voz dele. Chorei por meia hora, chegava a soluçar. Fico arrepiado só de lembrar.

Suas histórias só incluem a sua mãe. Como é a relação com seu pai?
Meus pais se separaram quando eu tinha 13 anos. Não foi traumático. Tinha que encarar numa boa se a coisa não estava dando certo. Mas minha irmã, minha mãe e eu sempre tivemos uma conversa muito franca. Somos só nós três? Vamos nos abraçar e seguir em frente. A relação com meu pai era supertranqüila, porém um pouco afastada. Nos dávamos bem, mas desde que comecei a jogar me afastei mais. Hoje, não posso dizer que convivemos, que temos um contato direto. Ele mora em Londrina, casou-se de novo, tem outra família. Há dois anos não nos falamos. Não estamos brigados, mas nenhum dos dois telefona para o outro.

Não sente falta dele?
Falta a gente sempre sente. Mas fui acostumado assim, desde pequeno houve esse afastamento. Mas sempre
tive o apoio dos meus tios, irmãos da minha mãe.

Como foi o acidente de carro que você sofreu em 1996?
Ia de Maringá para Curitiba sozinho quando vi um cachorro morto na pista. Tentei desviar, mas a roda de trás dançou. Caí numa ribanceira, o carro ficou totalmente destruído, mas não sofri nada. Na hora, pensei: “Morri”. A primeira coisa que fiz foi passar a mão na perna, rosto e me mexer. Não tinha nada. Mas nada é por acaso. Se aconteceu, era um aviso.

Que tipo de aviso?
Depois do acidente, passei a ter mais cuidado, a pensar
que tenho que guardar dinheiro, nunca se sabe o dia de amanhã. Se eu sofresse alguma coisa no acidente, poderia não jogar mais. Passa tudo na catraca, a catraca fica rodando a mil. Cada porrada que você toma na vida, você pára para refletir e fica mais pé no chão.

Como lida com o assédio feminino?
Sempre tive relacionamentos longos e nunca dei abertura. Sou muito sossegado, não tem porque fazer besteira se
você está com a pessoa que ama. Nunca balancei e não
me arrependo. Já houve mulher batendo na porta do meu quarto de hotel. Disse a ela: “Você está completamente enganada quanto ao que veio procurar aqui. O caminho que você fez para chegar é o mesmo que vai fazer para voltar”. Outra vez, num aeroporto, uma mulher de uns 40 anos, bonita, me deu uma cantada que tive que rir. Falou: “Por
que você está indo treinar? Pago sua passagem para você passar uma semana lá em casa”.

Consegue resistir às noitadas?
Sempre fui muito caseiro. Nunca fugi de concentração. Prefiro sair para jantar com os outros jogadores ou pedir pizza no quarto, assistir filme e jogar videogame até as duas da manhã. Tem que ter responsabilidade e me disciplinei desde pequeno. Não deixei de aproveitar minha adolescência, de sair, ir à praia. Mas em vez de ficar um mês de férias como meus amigos, ficava três dias, mas fazia desses
três dias um mês. Os loucos saíam, bebiam e acordavam meio-dia. Eu saía, bebia, voltava um pouco mais cedo e
oito horas da manhã já estava de pé. A gente ganha bem, mas tem carreira curta.

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