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04/08/2003

   
 
Jayme de Carvalho JR.
“Meu objetivo é pegar um assunto aborrecedor e colocá-lo numa embalagem bonita para as mulheres não terem medo de tocar”, diz Tony. Abaixo, a top Fernanda Tavares, o rosto da campanha mundial. No Brasil, o projeto já arrecadou
R$ 30 milhões
Divulgação

 

Sucesso - Tony Staffieri
Alegria contra o câncer de mama
O produtor executivo da campanha internacional de moda contra o câncer de mama perdeu
uma grande amiga vítima da doença e conta por que adora o Brasil

Juliana Lopes

 

O sorriso gigantesco de Tony Staffieri faz parte do pacote glamouroso de uma das principais campanhas mundiais de saúde. Produtor executivo internacional da campanha O Câncer de Mama no Alvo da Moda, este americano de 54 anos consegue ser um seriíssimo homem de negócios com empolgação de criança. “Meu objetivo é pegar um assunto aborrecedor e colocá-lo numa embalagem bonita para as mulheres não terem medo de tocar”, explica. Tony só fica sério quando lembra de Joane Rathbeg, a amiga que morreu de câncer de mama meses antes de a campanha começar em 1994. “Ela me pediu para eu fazer algo a respeito, e eu fiz.”

Responsável pelo marketing social do projeto, foi entrevistado em 1995 por Ralph Lauren que o escolheu para a empreitada que hoje salva milhares de mulheres do câncer de mama com a venda de camisetas e agendas. Quando não está nos Estados Unidos, viaja para o Japão, Canadá, Europa, África e, sempre, Brasil – a top Fernanda Tavares é a madrinha internacional da campanha. Quando está em Nova York, Tony acorda às 5h30, leva seus dois vira-latas Will e Grace (nomes inspirados no seriado americano Will and Grace no qual um gay vive com uma amiga) para passear perto da chiquérrima 5ª Avenida, onde mora sozinho. Vai à ginástica, dá telefonemas para o mundo todo e caminha até o escritório. Lê no táxi a pilha de e-mails que a secretária imprime e registra num pequeno gravador as coisas que tem de fazer. “Numa dessas gravei o barulho do avião se chocando contra o World Trade Center”, relembra.

Apesar de já ter vindo pelo menos dez vezes ao Brasil,
Tony não perde o fascínio pelo País. A paixão passa pelo trabalho e também por praias, gente alegre, música e pães de queijo. “Para mim uma cesta de pães de queijo vale ouro. Passo longe deles!”, ironiza. Staffieri também chama as modelos Gisele Bündchen e Fernanda Tavares de ícones. E adora os estilistas Carlos Miéle, Walter Rodrigues e Fause Haten. “Há dez anos eu não sabia nem quem eram Naomi Campbell e Cindy Crawford. Hoje conheço um monte de
gente da moda, causo frisson usando chinelo de dedos
e a Lycra é minha parceira”, conta.

Entrevista
“A campanha do Brasil é modelo no mundo”

No restaurante do Hotel Emiliano, em São Paulo,
entre garfadas, gargalhadas e piadas sujas, Tony
falou do projeto e da adoração pelo Brasil.

Como foi a entrevista que o estilista Ralph Lauren fez com você para a campanha?
Foram três horas ininterruptas! Ele queria saber tudo sobre mim. A diretora executiva do Council of Fashion Designers of America me telefonou porque eu já tinha feito uma campanha contra a aids. Pensei: “Meu Deus! O que vou vestir?” (risos). Acabei colocando um blazer... Ralph é muito envolvido no projeto. Ele, como eu, perdeu uma grande amiga por causa do câncer de mama.

Por que a campanha brasileira da moda contra o câncer é a melhor do mundo?
A campanha do Brasil é modelo no mundo porque tem o melhor marketing, a melhor produção e a melhor relações públicas. E arrecada mais do que todos os países, incluindo os Estados Unidos. (Segundo o Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer a campanha no País começou em 1995 e arrecadou mais de R$ 30 milhões.)

Qual foi a sua primeira impressão do Brasil?
Não foi o que eu esperava. Eu esperava o Rio, mas desembarquei em Brasília (risos). Brasília tem um design incrível, é o laboratório apropriado para este novo Brasil. Mas o Rio... Ah, lugar lindo. O brasileiro no geral é uma pessoa que aproveita a vida, se diverte. Os americanos não se divertem tanto assim.

E sua amizade com a top Fernanda Tavares, modelo da campanha?
Já tinha conhecido Gisele (Bündchen) e ela é uma boneca. Mas conheço mais Fernanda porque viajamos juntos e ela é linda assim porque é linda por dentro e não se esquece de que já foi pobre. Um dia eu fiquei preocupado porque o vôo dela para Tóquio tinha demorado 23 horas e ela disse: “Tony, eu demorava 50 horas de ônibus para chegar na minha casa em Natal, de São Paulo!”. E sou apaixonado pela mãe dela, Cheilha, que já beliscou minha bochecha e disse ‘I love you’. Um dia elas me recepcionaram no aeroporto e meu coração pulou para fora do peito! (risos)


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