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Reportagens

28/07/2003

   
 
Fotos: André Durão
Ela se casou a primeira vez aos 19 anos e se separou dois anos depois: “Meus pais não admitiam que eu saísse de casa para morar junto, como eu queria. Precisei casar”, conta
 

 

Sucesso - Regiane Alves
Um doce de vilã
continuação

 
Fotos: André Durão
“Eu era muito patinho feio, tinha
um franjão, cabelo grande e usava
aparelho com arco externo nos dentes.
Era horrível. De tão dentuça, eu não
conseguia fechar a boca”
, diz ela

Antes de convencer a mãe, Regiane precisou transpor outro obstáculo: o espelho. “Eu era muito patinho feio, tinha um franjão, cabelo grande e usava aparelho com arco externo nos dentes”, conta ela, que ganhou do irmão mais velho, César, o apelido de Mônica. “Era horrível. De tão dentuça, não conseguia fechar a boca.” A decisão de começar a trabalhar como modelo, aos 13 anos, foi uma revolução. Ela tirou o aparelho e cortou o cabelo chanel. “Virei quase uma outra mulher.” Foi nessa época que surgiu o primeiro namoro, que durou quatro anos. “Ele era namorado da minha melhor amiga, que era linda. Mas começou a gostar de mim e achei o máximo.”

Mesmo com a auto-estima revigorada, a atriz levou tempo para perceber que virara uma mulher bonita. E isso teve a ver com sua dificuldade em lidar com a nudez. “Talvez por ser de uma família do interior e de tradição católica, tinha um sério problema em relação ao meu corpo.” Mudar-se para o Rio, em 2001, fez bem a ela: na Cidade Maravilhosa, começou a se valorizar. “Em São Paulo, as pessoas andam de terno no metrô, é tudo fechado. Aqui, é tudo aberto, é tudo sol, lida-se melhor com o corpo.” Hoje, ela não tem receio de ir ao banco com roupa de praia e salto alto, algo que não admitia. “O Rio me fez ver que eu poderia pegar sol, cuidar do corpo, usar roupas mais sensuais”, diz. “Ainda não estou 100%, mas me acho uma mulher melhor que há dois anos.”

A nova Regiane Alves pôde, então, aceitar sem culpa o convite para viver uma garota de programa – com cenas de nudez – no longa Onde Anda Você?, de Sérgio Resende, ainda sem data de estréia. “Achei que ia ficar mal, mas não fiquei. Fazia parte de um contexto.” Decidir posar nua também faz parte dessa reviravolta. Regiane passou dois anos só ouvindo propostas. Descobrir sua capacidade de seduzir foi a chave para a atriz se destrancar. Não foi fácil. Ela temia que as fotos atrapalhassem sua carreira. Pouco antes de assinar o contrato com a Playboy para ser capa da revista em agosto, ela se questionava até que ponto queria sua imagem ligada a revistas masculinas. O lado financeiro, porém, pesou. “O dinheiro mexe, é lógico que eu gostaria de comprar um apartamento no Rio, moro de aluguel.” A mãe de Regiane diz que ela e o marido, o aposentado José Monteiro Alves, 56, ficaram um pouco chocados com a notícia. “Mas ela pediu autorização ao pai e ele deu.”

Longe das câmeras e dos flashes, a atriz surpreende pela simplicidade. Discreta, de jeans, camiseta e óculos de grau, quase não foi reconhecida na livraria onde deu entrevista à Gente, entre goles de capuccino. “Em casa, fico de pijama, chinelo, cabelo preso. Quantas vezes meu marido não me pergunta: ‘Cadê a mulher da tevê?’”. Ela vive há quase três anos com André Felipe Binder, 30, assistente de direção da Globo. É seu segundo casamento. Aos 19, por pressão dos pais, Regiane subiu ao altar com seu segundo namorado, o publicitário Carlos Augusto Nogueira, oito anos mais velho. “Eles não admitiam que eu saísse de casa para morar junto, como eu queria. Precisei casar.” Embora diga que não se arrepende, reconhece que poderia ter peitado os pais. “Devia ter sido mais jovem, namorado mais, saído mais com as amigas, voltado mais tarde”, lamenta. “Mas respeito muito meus pais, achava dolorido enfrentá-los.”

A atriz admite que a pouca idade pode ter influenciado na separação, que veio dois anos e meio depois. O motivo principal, diz ela, foi a decisão do marido de ficar em São Paulo e não se mudar com ela para o Rio, por não gostar da cidade. “Na tevê, você conhece muita gente interessante. Se a relação não está resolvida, é muito fácil acontecer uma traição, é fácil gostar de alguém”, explica. A traição não aconteceu, mas apenas três meses depois, ela já estava namorando André, com quem trabalhava em Laços de Família. “Sou rápida. Sempre tenho a listinha de espera pronta”, brinca. Outros três meses mais tarde, eles passaram a morar juntos. Regiane só não quer ser tão rápida assim no assunto maternidade. “O André quer muito ter filhos, mas seguro a onda. Tudo na minha vida aconteceu tão cedo que vou tentar ser mãe só aos 30.”

Produção: Rosângela Alvarenga;
Maquiagem: João Velasques;
Agradecimento: Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa

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