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21/07/2003

   

Revelação
Uma linda mulher
Destaque da novela Agora É Que São Elas, Francisca Queiroz
abriu mão de carreira internacional como modelo e
quer ser mais do que a versão brasileira de Julia Roberts

Jonas Furtado

 
Foto: Claudio Gatti  / Agradecimentos: Daniela Dib (moda)
“Todo mundo diz isso, me sinto lisonjeada. Ela é linda e faz comédias românticas como nenhuma outra. Mas, se eu tiver que citar uma atriz, não será ela”, diz Francisca, sobre a semelhança com Julia Roberts
Ela tinha tudo para emplacar uma bem-sucedida carreira como modelo. Alta (tem 1,78 metro), bela, de olhar expressivo e corpo esguio, Francisca Queiroz é como um diamante já lapidado aos olhos dos bookers de agências. Mas, embora tenha vivido o seu momento top model, nunca
se entusiasmou com a profissão dos sonhos de nove entre dez meninas das gerações pós-supermodels. “É muito cruel. Várias meninas lindas, todas sentadas, e uma pessoa olhando, verificando se você está dentro dos padrões. Ou então você está fora. Como atriz, posso acrescentar, fazer aulas de canto, estudar, ler”, justifica a atriz de 23 anos, que faz sucesso
no papel da irrequieta Sol na novela Agora É
Que São Elas
, da Rede Globo.

Francisca Queiroz “habitou” o mundo fashion entre os 16 e 18 anos de idade, após ser descoberta no teatro amador. Logo no primeiro teste em uma agência foi convidada para trabalhar no Japão e na Coréia. “Durante a viagem, já dentro do avião, foi que realmente prestei atenção em como a Francisca estava magra. Tive vontade de chorar. Era uma exigência que ela tinha de cumprir na época, mas me cortava o coração”, revela a mãe, Eneida, que partiu junto com a filha para a Ásia. “Fiquei o primeiro mês com ela. Francisca era muito menina, e a gente ouvia falar muito em prostituição e tráfico de mulheres”, afirma. “Mas o trabalho era seguro, e o ambiente, familiar. Eu ia quase diariamente à agência.”

No dia em que Eneida foi embora, Francisca chorou no banheiro do aeroporto, insegura quanto a seus próximos passos longe da mãe. Em quase dois anos de trabalhos no
Oriente, aprendeu a ser disciplinada e responsável. Pessoalmente, foi uma fase de crescimento. “De repente me vi do outro lado do mundo. Foi ali que realmente cortei o cordão umbilical”, diz a atriz.

Quando voltou definitivamente ao Brasil, Francisca carregava consigo a certeza de que
não queria passar a vida longe de casa e entre flashes e passarelas. Descartou as propostas de retornar ao Japão e retomou o caminho do teatro. Natural de Campinas, ela começou a estudar interpretação aos 14 anos e aos 16 mudou-se para São Paulo para atuar em peças na capital. O pai, empresário, e a mãe, advogada, consentiram. “Sabia
que o trabalho como modelo era passageiro. Quando entrava no palco, sentia que estava no lugar certo.” Aos 19 anos, decidida a ser atriz, fez a oficina de atores da Globo. Convidada para fazer Os Maias, interpretou Ana, uma amante de Carlos Maia, papel de Fábio Assunção. “Foi uma estréia com o pé direito. Fiquei mais de dois meses estudando Eça de Queirós, o elenco era estelar e pude conhecer Portugal”, afirma.

Agora É Que São Elas é a segunda novela de Francisca – a primeira foi Roda da Vida,
a última produzida pela Record. A semelhança com a estrela de Hollywood Julia Roberts
não passou despercebida pelo público. “Todo mundo diz isso, me sinto lisonjeada. Ela é linda e faz comédias românticas como nenhuma outra. Mas, se eu tiver que citar uma
atriz, não será ela.” Com o decorrer da trama, Francisca mostrou que seus talentos vão além do poder de monopolizar os olhares masculinos com seu charme e beleza. Diz que os diretores a deixam à vontade para experimentar nas cenas e sente-se privilegiada por contracenar com atores experientes como Miguel Falabella, Marisa Orth e Yoná Magalhães. “Às vezes fico meio perdida. Olhar no olho da Yoná e falar um texto é como um sonho”, empolga-se, sem vergonha de passar por tiete. “Qual é a graça de ter admiração por uma pessoa e não externar esse sentimento?” Yoná retribui: “Há cumplicidade, uma troca. E também aprendo muito com ela”.

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