Veja também outros sites:
Home •• Revista ••• Reportagens  
Reportagens

21/07/2003

   
 
Claudio Gatti
Aos 73 anos, depois de relutar muito, Chico foi obrigado a ficar quatro anos sem psicografar para cuidar do coração

 

Gente Fora de Série
Último Capítulo
O fim da jornada
De saúde frágil desde a infância, o médium começou a sentir o peso da idade aos 70
anos. Ficou quatro anos sem psicografar,
mas se recuperou e viveu até os 92 anos

Juliana Lopes

 
Vicente Grecco
No último ano de vida Chico Xavier gozava de
boa saúde, brincava com os amigos e pedia
para passear à noite pelas ruas de Uberaba

Foi na sombra de um abacateiro, numa reunião na perife-
ria de Uberaba, que Chico comentou com seus amigos e outros ouvintes a situação de sua saúde. O médium Carlos Bacceli, seu companheiro de longa data, anotou as pala-
vras que foram publicadas no livro O Evangelho de Chico Xavier: “Eu sempre dispus de um companheiro que me auxiliou nos momentos difíceis da vida, estava sempre
pronto a me estender as mãos... Eu estou espiritualmente
na melhor saúde e no meu melhor bom humor possível, mas esse amigo mudou bastante e eu tive de levá-lo ao médico. Tive de fazer exames e os exames vieram com algum comprometimento... Se quero me sentar, ele quer a cama,
se me levanto, ele quer sentar, se quero ir a algum lugar,
ele tem dificuldade em me acompanhar... Esse amigo já ultrapassou os 70 janeiros... Ele quer a cadeira de balanço... Não tenho podido estar com os meus amigos, como eu queria. Estou pedindo tolerância, perdão, paciência e bondade de todos. Esse amigo alterado é o meu corpo...”.

Era um sábado e nesse dia ele estava participando da distribuição de alimento às famílias pobres. “A idade de Chico começou a pesar. Ele estava com 70 anos”, lembra Bacceli. Chico já tinha tido complicações em sua saúde ao longo da vida. Ainda em Pedro Leopoldo sofrera de doenças desde a infância, como labirintite. Quando pequeno, além do forte sarampo que deixou seqüelas (a perda da visão foi uma delas), Chico passou muita fome. Já adulto, sempre trabalhou em demasia – no emprego do Ministério da Agricultura e na exaustiva dedicação aos amigos espirituais. E dormia pouco mais de três horas por noite.

“Chico estava caminhando com dificuldade, não reclamava, mas lamentava não conseguir dar a mesma atenção a todos”, diz Bacceli. Até alguns anos antes de completar 70, Chico Xavier era capaz de atender, consecutivamente, 100 pessoas. De pé, ele dava atenção a elas, distribuía beijos. O número depois caiu para 30. E a velocidade das psicografias diminuiu. Mesmo assim, saía às 3h da Casa da Prece com tranqüilidade e bom humor. “Ele fazia brincadeiras, era muito engraçado. As pessoas chamavam-no na rua. ‘Ô tiChico, ô tiChico!’ E ele ria. Sempre tinha algum comentário peculiar”, conta Kátia Maria, amiga dele de longa data.

Num dos exames de vista, conta Kátia, o médium brincou com o oculista, que primeiro estranhou, mas depois caiu
na gargalhada. Uma das mulheres que trabalhavam na casa dele estava na frente do visor no qual Chico deveria olhar para ler as letrinhas na parede. O médico não se deu conta
e perguntou: “Chico, o que o senhor está vendo?”. “Uma senhora chamada dona Dinorah.” Em silêncio, o médico levantou a cabeça. E ficou aliviado quando viu que era
uma mulher de carne e osso que estava lá.

1 | 2

Comente esta matéria
 
 

Clique para vê-la ampliada
EDIÇÃO 207
ENQUETE
O que você achou da “brincadeira” de Silvio Santos sobre estar com doença grave e ter vendido o SBT?
:: VOTAR ::
 
QUEM SOU EU?
 BUSCA

FELICIDADE

Esqueça dinheiro, sorte e até inteligência. Leve em conta bom humor, generosidade e otimismo. Para você,
o que é a felicidade?
 
RESUMO DAS NOVELAS
Saiba o que vai acontecer durante a semana na sua
novela preferida

CALCULADORA
DA FAMA

• Fale conosco
• Expediente
• Assinaturas
• Publicidade
 
| ISTOÉ | ISTOÉ DINHEIRO | PLANETA | EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE | AVISO LEGAL
© Copyright 1999/2003 Editora Três