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Entrevista

21/07/2003

   
Leandro Pimentel

“Tenho dois filhos do primeiro casamento. Por ter sido mãe muito jovem, tinha muita culpa”, diz ela

Leandro Pimentel
“Raspar a cabeça é uma agressão tão grande, que o cabelo branco passou a ser uma maravilha! Quando vi que estava fotografando bem, resolvi assumir”
CONTINUAÇÃO

Qual o segredo
de sua vitalidade?

Tem medo da morte?

 

Glória Menezes
“E preciso assumir as rugas”
A atriz de 68 anos completa 40 de carreira,
afirma que adoraria fazer uma novela de Manoel Carlos e diz ser necessário saber envelhecer

Vivianne Cohen

 

“Estou com 68 anos. Com todo o trabalho como artista, saindo de uma novela (O Beijo do Vampiro), de um ano de gravação, com mil textos para decorar, acho que sou exemplo para as pessoas da minha idade que estão paradas em casa, achando que a vida acabou.” É assim que Nilcedes Soares de Magalhães, há 40 anos conhecida como Glória Menezes, começa a conversa durante a pausa em uma de suas atividades, o salão de cabeleireiros Studio W, que inaugurou no Rio com o cabeleireiro Wanderley Nunes. “Quando se tem a cabeça jovem, o corpo acompanha.”

Casada com Tarcísio Meira há 40 anos, é mãe de três filhos. Além de Tarcisinho, tem Maria Amélia e João Paulo, do pri-
meiro casamento com um primo distante, união arranjada
pela família quando ela tinha 17 anos. Maria Amélia, 47, gerente do salão, e João Paulo, 45, veterinário, nunca se interessaram em seguir a profissão da mãe – achavam que
não tinham talento. Maria Amélia ainda fez uma participação no caso especial Meu Primeiro Baile (1972), primeira produção em cores da Globo, em que representou Glória jovem. Participou ainda de um filme no mesmo papel. Avó de quatro netos, com idades entre 24 e 17 anos, Glória é um vulcão de vitalidade. Faz parte de seu astral. Quando não está no Rio, onde mora, também é energia pura. Segue, sozinha mesmo, para sua fazenda no interior de São Paulo e vai buscar as vibrações na natureza. Lá, descalça, mexe na horta, cuida
das suas plantas e sobe em árvores para retirar parasitas. “Quando não estou trabalhando intelectualmente, estou esvaziando minha cabeça com trabalho”, diz.

Qual o segredo de sua vitalidade?
Preciso ter a cabeça ocupada. Envelhecimento precoce
chega para quem fica parado, sem ter o que pensar. Es-
tresse de vez em quando é bom. Viver completamente
apática é um horror. Só não pode deixar o estresse acabar contigo. Mas um levinho te dá um pique, não dá?

Por que resolveu assumir os cabelos brancos?
Assumi porque raspei a cabeça durante dois anos (para encenar a peça Jornada de um Poema). Raspar a cabeça é uma agressão tão grande, que o cabelo branco passou a ser uma maravilha! Assumi quando vi que estava fotografando bem. Se precisar pintar por causa de algum personagem, mudo. Às vezes, acho que mesmo com cabelo branco tenho um jeito meio moleque de ser. Penso: “Ai, meu Deus, os cabelos brancos não estão combinando com esse jeito moleque”. Ando descalça, corro, dou pulo, subo em árvore.

É vaidosa?
Dentro do limite. Na minha profissão tenho a obrigação de me cuidar As pessoas me olham, me param. Hoje em dia, ninguém anda mais com caneta, é só com máquina fotográfica. Então, pelo menos, tem que estar arrumada para tirar fotos. Não sou gorda por natureza, sempre fui magrinha. Nem durante as gestações, o máximo que ganhei foram nove quilos. Serei daquelas velhinhas bem sequinhas (risos).

Você já fez plásticas. Pensa em se submeter a alguma novamente?
Fiz o que eu tinha de fazer de plástica. Em 1964, fiz o meu nariz. Depois do filme O Pagador de Promessas, quando olhei a minha cara no cinema, que te deixa imensa, vi que quando eu falava a ponta do meu nariz mexia. Depois, meu cabelo vinha até o meio da testa e o (Ivo) Pitanguy trouxe a linha do cabelo mais para cima. Aos 40 anos fiz os meus olhos, um lifting. E nunca mais fiz plástica nenhuma. Porque acho que você tem que saber envelhecer. Não adianta fazer plástica, chega numa determinada idade que você fica uma pessoa de 50 anos com plástica, uma pessoa de 60 anos com plástica. É preciso assumir as rugas. Que nem a Fernanda Montenegro, que é linda. Acho que tem que cuidar mais do corpo. Ando 10 km na praia. Quero ter agilidade. Sei que não tenho um andar de velha, sou uma pessoa ágil. Quero chegar aos 80 anos bem, sem depender das pessoas, porque sou muito independente.

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