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30/06/2003

   
 
Reprodução
Chico aos 17 anos, quando iniciou-se na doutrina espírita
Fotos: Reprodução
‘As pessoas achavam que
ele era doido. Isso aconteceu durante muito tempo’
Kátia Maria, amiga de Chico
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do Chico"
O museu de Chico Xavier
Chico Xavier
Capítulo I - A infância sofrida

 

Capa - Gente Fora de Série
Capítulo I - A infância sofrida
Órfão de mãe com cinco anos, o médium
morou durante três anos com uma madrinha
que o maltratava. Ainda criança, surgiram as primeiras manifestações de mediunidade

Juliana Lopes

 
Fotos: Reprodução
Com 12 anos ele escreveu uma
redação dizendo ser “obra
do invisível” e foi repreendido
pela professora
Ele tinha quatro anos quando deixou os pais boquiabertos. Em Pedro Leopoldo, pequena cidade do interior de Minas Gerais, Francisco Cândido Xavier deu o primeiro sinal de mediunidade ao interferir numa conversa sobre o aborto de uma vizinha. Citou com naturalidade palavras médicas como “nidação” e “ectópica”. A primeira significa renovação da mucosa uterina entre os períodos menstruais. A segunda, fora da posição normal. Pelas modestas condições da família, o vendedor de bilhetes de loteria João Cândido Xavier e a lavadeira Maria João de Deus estranharam o linguajar do filho. Nascido em 2 de abril de 1910 naquela cidade, Chico pontuou, pela primeira vez, que
seria uma pessoa extraordinária.

Um ano depois desse episódio veio a primeira provação.
Com cinco anos, Chico perdeu a mãe, vítima de problemas cardíacos. Maria João era o eixo da família. Religiosa,
ensinou os nove filhos a rezar, mas não acompanhou a entrega do filho Francisco ao espiritismo. Mesmo ausente, tornou-se seu anjo protetor na infância. O espírito de Maria era, para Chico, quem o salvava e, de certa forma, o educava. “As pessoas achavam que ele era doido. Isso aconteceu durante muito tempo”, conta Kátia Maria,
amiga de muitos anos de Chico Xavier.

Assim que a mãe morreu, Chico foi obrigado a morar com sua madrinha, Rita de Cássia. Contam os amigos, Rita foi sua segunda provação. “Muito severa, muito desequilibrada emocionalmente, uma perturbada”, lembra, sem desvios, Eurípedes Tahan Vieira, médico de Chico e amigo da época de juventude. Tahan franze a testa quando comenta as maldades de Rita de Cássia: “Ela enfiava um garfo na barriga de Chico, deixava o garfo espetado lá. Fazia o Chico lamber feridas sujas”, prossegue. O sofrimento causado por Rita ficou marcado na vida do médium. Os relatos sempre impressionaram. “Chico saía com a barriga sangrando pela casa, chorando”, conta Kátia.

O pesadelo durou dos 5 aos 8 anos de idade. Cada vez que Chico era maltratado, ia até o jardim procurar sua mãe querida. Em sua visão, a imagem dela lhe aparecia atrás de uma árvore e lhe dava conselhos para que agüentasse firme. Voltava tranqüilo para dentro da casa e dizia que estava feliz por conversar com sua mãezinha. Rita de Cássia, irritada e assustada, o chamava de “menino aluado” e o maltratava mais. Deixava-o sem comer durante dias. “Mãe, bem que
eu queria comer alguma coisa”, suplicava o menino no quintal. E Rita de Cássia levava-o para ter com o padre,
que o obrigava a rezar mais de mil ave-marias.

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EDIÇÃO 204
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Chico Xavier teve uma infância conturbada e, mesmo assim, se tornou o maior líder espiritual brasileiro – responsável por diversos programas de ajuda social.
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