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02/06/2003

   
 
André Durão
“Antigamente a noite tinha glamour. Os clubes elegantes recebiam artistas, empresários, só gente conhecida. Hoje é tudo mais anônimo’’ Ricardo Amaral
Arquivo Pessoal
Com Andy Wahrol no Clube A, sua discoteca em Nova York

 

Por onde anda
O rei dá adeus à noite
O empresário Ricardo Amaral, que inaugurou a queima de fogos no Réveillon do Rio e foi consagrado como rei da noite carioca, abandonou as casas noturnas e enveredou para o ramo imobiliário após câncer da mulher

Luís Edmundo Araújo

 
André Durão
“Hoje, fico lendo até as 4h e ele dorme rápido”
Gisela Amaral, mulher de Ricardo

Ele já foi dono de parque de diversões, boliche, tobogã, rinque de patinação e restaurantes. Nos anos 80, foi o primeiro a instalar fogos de artifício no Réveillon da Praia de Copacabana e organizou o concurso que revelou a então modelo Xuxa Meneghel. Como se não bastasse, batizou involuntariamente a Jovem Guarda de Erasmo e Roberto Carlos. Nada disso, no entanto, marcou mais a vida do empresário Ricardo Amaral, 62 anos, quanto o título de rei da noite, do qual ele acaba de abrir mão. Graças a uma série de fatores, que incluem a perda do glamour da noite e o câncer de mama que atingiu a mulher, Gisela, 62, o homem que durante mais de 30 anos comandou boates no Brasil e no Exterior mudou de ramo. “Meu ciclo na noite terminou. Resolvi empregar minha energia no mercado imobiliário”, afirma.

Em parceria com a rede Sheraton de hotéis, o empresário
deu início à nova fase com um misto de hotel e residência
em Macaé, no Norte Fluminense, cujos 256 apartamentos foram vendidos em duas horas, num coquetel na terça-feira 13. “Percebemos que Macaé era a principal cidade do petróleo no País”, diz o empresário, revelando o conhecido tino comercial. Outro investimento previsto é um complexo com hotel, residências, áreas de lazer e comércio na região dos lagos do Rio de Janeiro. “Serão 4 milhões de metros quadrados na Praia do Peró, que é do tamanho de Copacabana”, diz, animado.

Não é com o mesmo entusiasmo, porém, que ele fala da noite. Responsável por casas que fizeram história no Rio
e em São Paulo, como o Hippopotamus e a discoteca Papagaios, o empresário não esconde o saudosismo das décadas de 70 e 80. “Antigamente a noite tinha glamour.
Os clubes elegantes recebiam artistas, empresários, só
gente conhecida. Hoje é tudo mais anônimo”, diz. Ele
também faz críticas ao som que toca nas boates de hoje. “Essa música eletrônica, ensurdecedora, não convida à conversa e nem a uma dança mais aconchegante.”

A doença da mulher, descoberta ano passado, também influenciou na mudança de rumo. “Graças a Deus é um problema que ela está superando, mas isso me conduziu à reflexão. Só naquele momento percebi a idade que tinha, o quanto o tempo passou rapidamente. Parei para planejar
um pouco a vida e dar importância maior aos pequenos detalhes do dia-a-dia, que às vezes passam despercebidos”, conta Ricardo. Ele dá a receita para enfrentar problemas desse tipo. “Quando você passa por uma parada dura
como a que passamos, os momentos de felicidade têm
que ser valorizados”, ensina.

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