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Música - Rock
Balada MTV
Barão Vermelho volta às raízes do folk e
rhythm'n'blues em CD acústico
Guga Stroeter
Foto: Divulgação
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O Barão
Vermelho é um grupo que reúne muitos méritos.
O primeiro grande trabalho desse Hércules do rock'n'roll
brasileiro foi seguir uma carreira honesta e vitoriosa superando
a perda de Cazuza, um ícone da poesia e da música
pop dos anos 80. Pois o Barão seguiu em frente e sempre esteve
muito além do papel de viúvos de Cazuza. Encontrou
em sua alquimia interna e na figura de Frejat um caminho novo, independente
e autêntico, que evoluiu sem apelar para qualquer tipo de
nostalgia. Além disso, o grupo simboliza a resistência
da essência básica do rock'n'roll. Mesmo flertando
descaradamente com o pop radiofônico, soube preservar a alma
de grupo de garagem e as conexões diretas com raízes
do rhythm'n'blues.
Em dezembro,
o grupo lança o CD acústico, gravado ao vivo, contendo
o registro do programa especial Balada MTV. No repertório,
vale a fórmula consagrada: uma coletânea dos maiores
sucessos, uma única canção inédita,
uma regravação de Roberto Carlos e homenagens a Raul
Seixas e Renato Russo. Os méritos desse trabalho recaem sobre
a sonoridade e o apuro técnico de sua execução:
os arranjos são muito caprichados e o Barão soa muito
bem acústico, pois a instrumentação ressalta
o caráter artesanal e folk das composições.
O violão e o órgão nos levam à atmosfera
inconformista dos anos 60, em que convivem Bob Dylan e The Doors.
Nesse cenário de boa musicalidade, o conjunto aflora mais
direto e comovente do que nos trabalhos anteriores, quando optou
por samplers. Em Balada MTV, os rapazes do Barão mais uma
vez vão adiante, investigando e cantando o estilo que os
nutriu no berço.
As pedras continuam rolando
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