20 de dezembro de 1999
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Amsterdam
Humor ácido britânico dá o tom do ótimo livro de Ian McEwan

Antonio Querino Neto

Tratando com ironia os dilemas éticos da geração que atingiu a maturidade nesses últimos anos da década de 90, o britânico Ian McEwan - autor de O Inocente, Cães Negros e Último Sacramento & Entre Lençóis - monta uma envolvente trama psicológica no romance Amsterdam (Rocco, 184 págs., R$ 19,50). Tudo gira em torno da amizade entre Clive e Vernon, que se encontram no velório de Molly, que foi amante de ambos e faleceu de uma doença fulminante.

O escritor inicia pintando com cores cômicas esse evento, comparando-o com o clima cínico e fútil de uma badalada reunião social. Clive é um compositor solitário, contratado para produzir a "Sinfonia do Milênio", que deverá ser executada em Amsterdam. Vernon é editor de um jornal sensacionalista que usa métodos um tanto quanto canalhas para tirar sua publicação da crise. Molly era casada com o possessivo George, um dos acionistas do tablóide, que oferece um furo ao editor: publicar fotos que possui de Julian Garmond, um político demagogo e ultradireitista, vestido de mulher! As fotos comprometedoras foram tiradas por Molly, que também foi amante do político prestes a se tornar primeiro-ministro.

Clive e Vernon se revelam desumanos: o compositor testemunha um crime sem ajudar a vítima para não perturbar sua "concentração criativa" e Vernon só pensa nas cifras e tiragens de seu jornal. Um pacto de morte selado entre os dois dará o tom do trágico desenlace da trama. Dissertando sobre teoria musical e os preconceitos da imprensa "marrom" (um tema inglês), McEwan constrói um seco e cruel quadro da hipocrisia do nosso tempo.
Relações perigosas

 

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