20 de dezembro de 1999
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Toy Story 2
Filme é lição de tecnologia, inteligência e bom humor

Gabriela Mellão

Os simpáticos brinquedos de Toy Story voltaram com pilha para bater o recorde de bilheteria da história do desenho animado - em dez dias de exibição nos EUA, faturou U$ 1 milhão a mais que o até então imbatível O Rei Leão (1994) no mesmo período.

O filme, que tem estréia nacional na sexta 17, cumpre o difícil papel de ser uma continuação com cara de filme original. Com personagens já caracterizados e técnicas de animação dominadas, o enredo recebeu mais atenção e ganhou mais humor para encantar adultos e crianças. Não faltam, inclusive, irônicas citações a Guerra nas Estrelas, Barbie e outros ícones da cultura contemporânea. É bom demais.

Em Toy Story 2, do mesmo diretor John Lasseter, o caubói Woody - novamente dublado por Tom Hanks - revela um outro lado de sua personalidade. A nova versão conta que Woody foi um astro de seriado de tevê dos anos 50, junto com três personagens inéditos: a vaqueira Jessy - que dá um toque feminino ao filme -, o cavalo Bala no Alvo e o mineiro Stinky Pete. Raptado por um colecionador, Woody vai parar numa loja de brinquedos que pretende vendê-lo para um museu. É aí que seus amigos entram em cena, partindo para o resgate - ação que permite fenomenais tomadas "externas".

A idéia de incluir a loja de brinquedos nos cenários é uma grande sacada. Favorece cenas ótimas, como os brinquedos se deparando com centenas de clones de Buzz Lightyear, o astronauta esnobe. Ele contracena com outro Buzz recém-desembalado, ainda com síndrome de superioridade, e vê sua própria chatice.

Com inteligência, leveza e uma técnica impecável de animação por computador, o filme discute questões da humanidade. As dúvidas de Woody sobre um futuro eterno e apático num museu ou breve - porém intenso - ao lado de seu dono, fazem parte do imaginário do mundo real.
Brinquedos são para sempre

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