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Cinema - Comédia
Toy Story
2
Filme é lição de tecnologia, inteligência
e bom humor
Gabriela Mellão
Os
simpáticos brinquedos de Toy Story voltaram com pilha para
bater o recorde de bilheteria da história do desenho animado
- em dez dias de exibição nos EUA, faturou U$ 1 milhão
a mais que o até então imbatível O Rei Leão
(1994) no mesmo período.
O filme, que
tem estréia nacional na sexta 17, cumpre o difícil
papel de ser uma continuação com cara de filme original.
Com personagens já caracterizados e técnicas de animação
dominadas, o enredo recebeu mais atenção e ganhou
mais humor para encantar adultos e crianças. Não faltam,
inclusive, irônicas citações a Guerra nas Estrelas,
Barbie e outros ícones da cultura contemporânea. É
bom demais.
Em Toy Story
2, do mesmo diretor John Lasseter, o caubói Woody - novamente
dublado por Tom Hanks - revela um outro lado de sua personalidade.
A nova versão conta que Woody foi um astro de seriado de
tevê dos anos 50, junto com três personagens inéditos:
a vaqueira Jessy - que dá um toque feminino ao filme -, o
cavalo Bala no Alvo e o mineiro Stinky Pete. Raptado por um colecionador,
Woody vai parar numa loja de brinquedos que pretende vendê-lo
para um museu. É aí que seus amigos entram em cena,
partindo para o resgate - ação que permite fenomenais
tomadas "externas".
A idéia
de incluir a loja de brinquedos nos cenários é uma
grande sacada. Favorece cenas ótimas, como os brinquedos
se deparando com centenas de clones de Buzz Lightyear, o astronauta
esnobe. Ele contracena com outro Buzz recém-desembalado,
ainda com síndrome de superioridade, e vê sua própria
chatice.
Com inteligência,
leveza e uma técnica impecável de animação
por computador, o filme discute questões da humanidade. As
dúvidas de Woody sobre um futuro eterno e apático
num museu ou breve - porém intenso - ao lado de seu dono,
fazem parte do imaginário do mundo real.
Brinquedos são para sempre
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