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19/05/2003

   
 
Edu Lopes
“Cabulava todas as aulas, engabelava a segurança e brigava com todos os professores’’
Luiza Possi
 

 

Ensaio
Luiza Possi
Filha de Zizi Possi, a cantora de 18 anos
conta como faz para se livrar das comparações com a mãe e fala da infância difícil

Rodrigo Cardoso

 
Edu Lopes Edu Lopes
“Fiquei com muita raiva da minha mãe. Achava
que ela fez meu pai se afastar de mim’’

Luiza Possi, sobre a mudança para São Paulo aos 4 anos

Luiza Possi cresceu ensaiando em garagens da casa de amigos e carregando amplificadores em metrô. No ano passado, cantou com a mãe Zizi Possi num programa de tevê e, no dia seguinte, passou a ser assediada por gigantes do mercado fonográfico, que entupiram de ligações o telefone da casa de sua mãe. Luiza fechou com a Indie Records, de propriedade do músico Líber Gadelha, pai da cantora, que não havia feito um convite como as concorrentes. “Onde você aprendeu tudo isso”, diria Líber, ao assistir, mais tarde, a uma apresentação da filha e contratá-la, depois de alertado por Zizi sobre o assédio das gravadoras.

Luiza nunca cogitou pedir ajuda aos pais para entrar em estúdio – gravou o CD Eu Sou Assim, que vendeu 46 mil cópias. Ela não abria mão de vencer pelo talento, queria
ser descoberta, mesmo que pelo próprio pai, como aconte-
ce com a maioria dos artistas. “Se pedisse, meus pais iam
me gravar, mas eu estaria me amarrando. Conscientemente ou não, teria a obrigação de satisfazê-los com meu traba-
lho. Eu não quero isso. Sou parecida com a minha mãe,
mas meu estilo é outro.”

Luiza, de 18 anos, nasceu no Rio e foi criada na ponte- aérea. Aos 4, seus pais se separaram. Com 6, a mãe Zizi rompeu com a gravadora (Pollygram), com o marido (Líber), deu adeus ao Rio e, com a filha a tiracolo, mudou-se para São Paulo. “Fiquei com muita raiva da minha mãe. Achava que ela fez meu pai se afastar de mim.”

A infância não foi fácil, Luiza sofria com a ausência do pai e desafiava a autoridade da mãe. “Tinha dificuldade em botar limites. Ficava uma semana fora trabalhando. Como dizer ‘não’, ao ver aquela carinha na volta para casa”, diz Zizi. Para enganar os sentimentos, Luiza ligava uma vitrola vermelha e chorava até o dia de embarcar para o Rio.
“Desde os 5 anos, pegava a ponte-aérea sozinha para
ver meu pai. Era horrível, carregava no pescoço um car-
taz que dizia: ‘Menor desacompanhada’.”

Crescer rápido era um sonho para ela, que almejava poder
de decisão. No colégio, logo teve noção de que física e química não seriam cruciais para a aptidão que já aflorava. “Cabulava todas as aulas, engabelava a segurança e brigava com todos os professores”, conta. Na pré-adolescência, a rebeldia era dizer para a mãe que dormiria na casa de amigas e cair na balada – hoje, ela comemora três anos de namoro com Nelsinho, filho do jornalista Nelson Rubens. “Conquistei minha liberdade. Conquistei, ela não me foi dada pela minha mãe. Aos 17 anos, falei: ‘Vou fazer uma tatuagem’. Não perguntei: ‘Posso fazer uma tatuagem?’.”

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