Veja também outros sites:
Home •• Revista ••• Reportagens  
Reportagens

05/05/2003

   
 
Divulgação
Divulgação
Divulgação
Divulgação
Divulgação
Premiado nos festivais de Recife e Brasília, Gero atuou (de cima para baixo) em Bicho de Sete Cabeças, Madame Satã, Narradores de Javé, Cidade de Deus e Abril Despedaçado
Leia mais
5 coisas que você não sabe sobre Rodrigo Santoro
Ensaio
Rodrigo Santoro
Ele beija Santoro

 

Cinema/Gero Camilo
Ele beija Santoro
Ator premiado, ele participou das últimas grandes produções do cinema nacional e
em Carandiru vive romance com travesti interpretado por Rodrigo Santoro

Rodrigo Cardoso

 
Divulgação
A foto acima ilustra o livro Carandiru - Registro Geral (Editora Wide, R$ 84). Com tiragem de cinco mil exemplares, a obra chega às bancas e principais livrarias do país com um detalhado relato das filmagens e da produção do filme Carandiru, fotos e uma longa entrevista com o diretor Hector Babenco. Saiba mais sobre Registro Geral na próxima edição de Gente

Gero Camilo é um cearense de 32 anos que não assiste à televisão. “Isso aqui é uma luminária”, brinca ele, apontando para o aparelho antigo. “E funciona, mal inclusive, quando procuro notícias.” Foi um amigo quem deixou o objeto na casa dele. Muito por isso, o galã Rodrigo Santoro era uma figura sem grandes referências para Gero, que veio a conhecê-lo no final dos anos 90, quando os dois filmaram Bicho de Sete Cabeças. Na pele do louquinho Ceará, ele recebeu o título de melhor ator coadjuvante nos festivais de Recife e
Brasília. Prêmio maior, porém, foi a amizade de
Rodrigo Santoro. “A gente virou irmão”, diz Gero.

Em Carandiru, que em três semanas de exibição já levou dois milhões de pessoas aos cinemas, Gero e Rodrigo voltaram a contracenar e fugiram do estereótipo. Amigos na vida real, os dois são marido e mulher no longa de Hector Babenco. “Nunca tinha beijado homem em cena. Beijar o Rodrigo não tem um valor, não é o que se deve discutir. Já o beijo da Lady Di (travesti interpretado por Santoro) e do Sem Chance (detento vivido por Gero) é um beijo de todas as bocas e, para alguns, é como um tapa”, diz o ator.

Edu Lopes

O casamento profissional dos dois atores pôde ser conferido também em Abril Despedaçado, para o qual Gero foi indicado por Santoro. “Um casamento lindo, aliás”, diz o ator cearense, que participou ainda de outras grandes produções nacionais, como Madame Satã e Cidade de Deus. “Gero é um poeta, além de grande amigo. É um artista de incrível talento que as pessoas não conhecem”, diz Santoro.

Gero cresceu cercado de primos, num universo lúdico, onde o exercício da criatividade se dava nas relações familiares – sua avó teve 20 filhos. Era comum ser flagrado pelos tios no quintal, falando sozinho, imaginando-se um astro. “Num almoço de domingo foi a maior gozação porque me pegaram conversando com a carnaubeira.”

Terceiro de cinco irmãos, aprendeu pouco na sala de aula. Interessava-se mais em discutir a estrutura da instituição do que receber dela o conhecimento. Envolvido em movimentos estudantis, o ator não fugia das greves. “Brigava por acesso à formação e queria que a escola me favorecesse. Preferia lutar por uma biblioteca a ficar na sala de aula reclamando do professor e não conseguir me comunicar com ele”, conta.

Divulgação
“A gente virou irmão”, diz o ator, sobre a amizade com Rodrigo Santoro. Gero participou de movimento estudantil e, mesmo almejando a batina, era contrário ao celibato e simpatizante de Che Guevara

Gero já teve de se esconder debaixo de um carro para não ser preso, mas isso não é tão surpreendente quanto o fato de ele quase ter sido padre. “Queria ser padre para arranjar confusão”, diz. “Pobreza, obediência e castidade eram os votos que tinha de fazer. E o meu grande problema era: ‘Como vou ser obediente?’.” Gero era da ala vermelha da igreja, vestia camisetas de Che Guevara, chinelo, era contra o celibato e o acúmulo de riqueza pela Igreja.

Com perfil e caminho traçados – e que não negavam a cidade –, Gero relutou em se mudar para São Paulo, até se interessar pela Escola de Artes Dramáticas, da Universidade de São Paulo, aos 23. “A minha vinda nada tem a ver com a história do migrante que vai para o Sul para vencer na vida. Vim atrás de formação.”

Ser aceito, reconhecido como um migrante às avessas não foi fácil. “Estão começando a se acostumar com a minha entrada em alguns lugares. Já não sinto muito aquele olhar de estranhamento.” Gero sabe que a discriminação dificulta a aceitação, o reconhecimento de um trabalho, mas não a alimenta. “Não vejo problema em representar um nordestino. Mas me interessa chegar ao arquétipo e não ao estereótipo.”

Fisicamente falando, Gero entende os traços de sua estética, nunca brigou com ela. “Eu me acho lindo”, diz, aos risos, solteiro e morando só, de aluguel. “Nunca achei que precisasse ser um Reynaldo Gianecchini para determinar
meu ofício. Ou mesmo um Rodrigo Santoro.”

Comente esta matéria
 
 

Clique para vê-la ampliada
EDIÇÃO 196
ENQUETE
Anthony Garotinho,
ex-governador e marido de Rosinha Matheus, assumiu a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio. E agora, o que você acha que
vai acontecer?
:: VOTAR ::
 
QUEM SOU EU?
 
FÓRUM
 BUSCA

RESUMO DAS NOVELAS
Saiba o que vai acontecer durante a semana na sua
novela preferida
TESTE
Inteligência Sexual
Quanto mais uma pessoa entende de sexo, mais satisfação na cama ela tem
• Fale conosco
• Expediente
• Assinaturas
• Publicidade
 
| ISTOÉ | ISTOÉ DINHEIRO | PLANETA | EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE | AVISO LEGAL
© Copyright 1999/2003 Editora Três